sábado, 31 de janeiro de 2009

Uma praga útil chamada celular - parte III

Pensei que já estivesse encerrada a minha longa lista de reclamações contra o celular, mas uma viagem de trem pela Europa, onde estou agora, me fez lembrar de mais uma forma irritante de usar esse aparelhinho tão útil: como rádio de pilha, sem fones de ouvido!
Não sei se já repararam, mas os novos celulares têm vindo com alto-falantes bem potentes que, imagino, foram pensados para facilitar o uso do viva-voz: no carro podem ser bem úteis.
Acontece que as pessoas perceberam que aquele alto-falante pode servir pra ouvir as músicas que estão na memória do telefone, dispensando os fones de ouvido. Pronto, acabou o sossego dos que gostam de silêncio!
Já vi uma garota de pé, num carrinho de bagagem de aeroporto, dançando ao som do seu detestável celular, enquanto esperava a mala na esteira! Conseguem imaginar a cena?
E no trem, semana passada, um cara foi ouvindo rap a viagem inteira, com aquela batida monótona pra todo mundo ouvir! E ninguém fez nada... Eu, como estou de férias, fiz de conta que não ouvia, mas anotei mentalmente que precisaria fazer a parte 3 do assunto celular...
Ambas as cenas me lembram muito quando era moda usar radinho de pilha colado no ouvido, mas acho que essa geração que usa o celular como rádio não faz essa associação, porque em geral são muito jovens pra ter esse tipo de memória.
E só pra terminar, uma cena diferente porém semelhante: alguém testando todas as opções de campainha de seu novo aparelho durante uma viagem de ônibus, dessa vez no Brasil. Que absoluta falta de senso de conveniência!!!
Não sei se tenho mais saudade do tempo em que baterias de celular duravam pouco e precisavam ser poupadas ou daquele velho aviso que havia nos ônibus: é proibido o uso de aparelhos sonoros!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Fone de ouvido ou alto-falante?

Há algum tempo eu andei sonhando com um lugar onde não existissem alto-falantes e sim apenas fones de ouvido! Imaginava eu que só assim a música de um não seria compulsória para outros.
Ultimamente, porém, tenho observado melhor essa possibilidade e cheguei à conclusão de que essa medida radical na verdade seria só parcialmente eficiente, já que vejo muita gente ouvindo música tão alto em seus fones de ouvido que todos à volta acabam compartilhando ao menos parcialmente os sons.
Esse tipo de barulho me incomoda, pois me obriga a ouvir, no mais das vezes, um ruído que não é música mas sim uma espécie de subproduto da música ouvida, um som desagradável e geralmente irritante. Parece que as pessoas que gostam de ouvir música em volume alto são sempre aquelas que gostam de música bate-estaca, e pra nós sobra sempre aquele putz-putz desagradável.
Fico também pensando nas consequências que virão para a audição de quem usa fones de ouvido com o volume no máximo: algum dia o tímpano vai protestar e se negar a funcionar. Não posso deixar de dizer que essa perspectiva deixa um pouco feliz meu lado vingativo...
Tá, eu sei que estou parecendo chata, mas afinal eu avisei que seria um blog ranzinza, né? É isso, ranzinza, ranheta, rabugento, o que quiserem. Mas pelo menos quem não gostar não precisa ler, não é nada compulsório!!!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Uma praga útil chamada celular - parte II

Bom, superada a questão do toque, vem a fase da conversa propriamente dita. E aí as coisas tendem a piorar, se é que isso é possível!
Quase todo mundo fala em voz bem alta no celular, como se o volume alto fosse indispensável para se fazer ouvir. E então todo mundo que está por perto passa a testemunhar pelo menos um dos lados da conversa, muitas vezes íntima.
Tenho vontade, às vezes, de interferir, dar sugestões, fazer comentários: afinal, se fui incuída na conversa como ouvinte, deveria ter o direito de participar também como falante.
Quando estou acompanhada, muitas vezes começo a debater a conversa ouvida com quem está ao meu lado: "E aí, você acha que ele deve ou não passar na casa dela amanhã?" " Será que vai valer a pena eles irem assistir a esse filme?" "Nossa, ela fez isso com ele? Que malvada!"
É muito divertido também ficar supondo o que a outra pessoa disse do outro lado da ligação. Muitas vezes dá até pra montar uma novelinha...
Já testemunhei um patrão dando ordens a empregados enquanto o avião não fechava as portas. Houve até ameaça de demissão, se as vendas não aumentassem sei lá quanto por cento. Uma grosseria só, que o avião inteiro ouviu, todo mundo embasbacado e pensando no pobre empregado que estava lá na loja ouvindo aquelas barbaridades!
Ah, e tem também aquela cena clássica: em plena Avenida Paulista o cara diz ao telefone: "Não, estou já na Avenida Pacaembu, chego aí em 3 minutos!" Tenho vontade de chegar bem perto e gritar para quem está do outro lado: "É mentira, ele está te enganando, estamos na Avenida Paulista e tem uma loira do lado dele!"
Ufa! É tanta exposição da intimidade que a gente tem de aguentar!!!
Por isso, sempre que eu ouço que vão possibilitar o uso dos celulares naqueles poucos espaços em que eles ainda são proibidos ou não funcionam, como aviões ou metrô, tenho vontade de pedir pra não fazerem isso! É tão bom ficar algum tempo sem ouvir aqueles toques e aquelas conversas!
Pode parecer que eu estou com saudade do tempo em que os celulares não existiam: longe de mim! Não consigo mais conceber minha vida sem essa comodidade, mas acho que um pouco de bom senso e educação pode tornar o uso dos celulares menos infernal.
A propósito, para quem gostaria de se lembrar como era a vida antes do celular, sugiro a leitura de um artigo da jornalista Paula Sato, chamado " Vida unplugged", publicado na revista Galileu de janeiro de 2009, e que pode ser lido aqui: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG85745-7943-210-1,00-VIDA+UNPLUGGED.html

PS - Estou saindo em viagem amanhã, então pode ser que este blog entre num ritmo mais lento, mas vai continuar sendo atualizado sempre que possível!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Uma praga útil chamada celular - parte I

É o tipo de coisa que, na hora do sufoco, a gente sempre fica feliz em ter. Mas quando é a pessoa do lado que tem, quase sempre é um inferno!
Vamos começar pelos toques: pelos meus cálculos, 78,35% das pessoas que usam celular não sabem como habilitar o modo vibratório!!!
Brincadeiras à parte, acho que todos nós já tivemos muitas experiências de ver tocar um celular nas horas mais inconvenientes! Puxa, isso já virou até lugar-comum, mas as pessoas continuam deixando os bichinhos no modo sonoro no cinema, no velório, no teatro, no show, na missa... A lista é interminável, assim como parece ser interminável a lista das possibilidades de ser mal-educado!
De minha parte, acho que o ideal seria a gente deixar o celular com som só quando a gente está sozinho em casa e geralmente está longe dele. Em qualquer outra situação social, é bom deixar o dito cujo no modo vibratório, como uma forma de demonstrar respeito por quem está ao seu lado. Se acontecer de, por causa disso, alguém perder uma ligação, não vai ser o fim do mundo, acredite! Pra isso existe o identificador de chamadas: é só olhar e chamar de volta!
Costumo viajar muito à noite, de ônibus, e pasmem: sempre tem um celular tocando no meio da madrugada! Devem ser os notívagos de plantão, sem problema, mas é preciso lembrar que as outras pessoas à sua volta estão dormindo! Até mesmo um som de teclado muito alto, no silêncio da noite, pode ser um porre! Aliás, pra que a gente precisa ouvir cada número digitado? Desligar o som do teclado também é uma opção de configuração que demonstra boa educação!
Outra coisa interessante é observar o que a disponibilidade tão variada de toques fez com as pessoas. Por exemplo: você está num grupo de pessoas que inclui um senhor muito circunspecto, de terno e gravata, conversando sério, digamos, sobre a crise mundial. De repente começa a tocar algo como uma versão retumbante de algum hit da Madonna. E quem é que pega o celular pra atender senão aquele senhor circunspecto, agora completamente envergonhado?
Se é pra usar toque sonoro, meu critério é: qual toque não me deixaria embaraçada na frente, por exemplo, da pessoa mais séria e conservadora que eu conheço? É esse que eu escolho.
Quanto ao comportamento das pessoas ao telefone, aguardem a parte II, que eu posto outro dia!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Passado e futuro

A revista Carta Capital do dia 14 de janeiro de 2009 tem uma matéria muito interessante, de Rosane Pavam, intitulada "Sons da solidão". Neste link dá pra ler um pedaço do texto:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3102
Em suma, a matéria traça um interessante histórico de como a cidade de São Paulo pré-industrialização era muito mais silenciosa. O texto de Rosane Pavam fundamenta-se no livro Kaleidosfone, de Nelson Aprobato Filho e afirma: "O barulho cresce desde a belle époque porque os paulistanos estão ausentes da vida comunitária e da experiência do sublime".
Além de bem escrito e interessante, o artigo traz ainda ilustrações antigas de São Paulo, muito curiosas e bonitas.
Lendo o texto, achei até um trecho que me fez lembrar o post "Ouvido não tem pálpebra", que coloquei aqui logo no início do blog. Vejam se não é mesmo parecido:
"Em São Paulo, tudo se ouvia também porque a audição, diz o filósofo Murray Schafer no livro O ouvido pensante, é um sentido muito diferente do visual. Não podemos selecionar os sons que partem de todas as direções, nem mesmo tampando os ouvidos. Por outro lado, se não quisermos ver, quem nos impedirá de resolver a questão cobrindo os olhos com as mãos? "
Confesso que fiquei curiosa pra ler o livro!
Há um outro trecho interessante do artigo: "Para Aprobato, viver na cidade é isolar-se do progressivo caos sonoro para encontrar pontos de silêncio, ecos de sonoridades sublimes". Puxa, está cada vez mais difícil conseguir isso!
Mas, em resumo, gostei de saber que tem mais gente preocupada com essa questão do "progressivo caos sonoro" em que vivemos! E quem gostou da amostra, corra pras bancas porque ainda dá tempo de comprar a revista e curtir o texto completo!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Música ambulante

Certa vez eu estava em Brasília, comendo uma pizza com amigos, quando começamos a ouvir um ruído que parecia o de trovões. Imediatamente, os alarmes dos carros estacionados em frente à pizzaria começaram a disparar, um a um. Foi uma orquestra de apitos com aquele som grave de fundo. Achamos que era o juízo final e que as nuvens estavam se abrindo para começar o julgamento!
Qual o quê! Era apenas um desses carros adaptados com altofalantes poderosos que estava passando por ali. Os sons graves eram tão fortes que produziram uma vibração no ar que os carros estacionados interpretaram como tentativa de arrombamento!!!
Calculem então o que aconteceu com os ouvidos de quem estava por perto!
Eu sei que andam acontecendo por aí alguns concursos de som automotivo (geralmente nos parques onde também acontecem rodeios... coincidência interessante...), onde aparecem coisas como essas:



Dá pra imaginar o volume disso?
Mas não é preciso chegar tão longe, é só dar um passeio pelas ruas de qualquer cidade brasileira num domingo à tarde pra encontrar rapazes com os carros estacionados na rua, portamalas aberto e o som no último volume.
E nas praias, então? Um verdadeiro caos!
Certa vez, estava passeando na Ilha de Itamaracá, sonhando com Lia e suas cirandas e uma praia tranquila pra poder descansar. No caminho, vimos uma placa: Praia do Sossego. O nome não poderia ser mais convidativo e rumamos para lá. Foram alguns quilômetros por estrada de terra para enfim chegar a uma praia quase deserta. Havia lá uma barraquinha. Sentamos, pedimos uma bebida e uns camarões e fomos ao banho de mar. Quando voltamos para a nossa mesa, um carro havia estacionado ao lado dela, com o portamalas aberto e a música tocando em volume alto. Tentamos argumentar com o dono do estabelecimento e com o motorista, mas ninguém pareceu dar atenção aos nossos pedidos e protestos. Comemos os camarões e fomos embora na mesma hora, suspendendo os planos de passar o dia ali.
O triste em tudo isso é pensar que a origem desse tipo de coisa está numa espécie de autocentramento doentio, que supõe que todos querem ouvir as mesmas coisas que alguém quer escutar. É a crença numa padronização do gosto que é absolutamente falsa! É de fazer a gente duvidar que a humanidade ainda tenha algum futuro...
Por isso, nada como este cartaz que encontrei na praia, em Pernambuco:

PS - Tô ficando maluca com a nova ortografia, especialmente com o uso do hífen! Se alguém encontrar algum erro aí, me avise!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Gente que fala alto demais

Podem me chamar de preconceituosa, mas detesto gente que fala alto. Seu avô tem problemas de audição? Ok, fale alto com ele. Mas não com o resto do mundo. Não sou nenhuma Glorinha Kalil ou Danusa Leão, mas acho que falar alto é o maior sinal de falta de educação.
Ontem cheguei ao hotel onde estou hospedada e queria fazer uma pergunta à recepcionista que mal me ouvia, devido à conversa entre dois senhores que disputavam quem falava mais alto na recepção do hotel. Será uma nova modalidade olímpica?
Adolescentes costumam ser a espécie mais barulhenta, mas pelo menos essa é uma fase que costuma passar e geralmente leva junto essa vontade de ser notado.
Outra espécie que geralmente fala mais alto do que devia e mais do que seria necessário é a de alguns brasileiros em viagem pelo exterior. Dá pra conhecer de longe! Presenciei uma cena inesquecível num free-shopping espanhol, certa vez. Marido e mulher discutiam em voz alta se deviam ou não levar um jamón inteiro para o Brasil ou se uns chorizos e garrafas de bebida seriam o suficiente. Parecia que eles queriam mostrar para todo o aeroporto de Barajas que tinham euros pra torrar. Se tivesse que falar com alguém naquela hora, juro que falaria em inglês, de tanta vergonha que fiquei daqueles compatriotas.
Ao celular, então, é o verdadeiro caos, mas esse aparelhinho tão útil quanto mal usado vai merecer um post especial, aguarde!
Falar alto, do meu ponto de vista, revela que a pessoa precisa se impor pelo volume, porque, pela qualidade das idéias expressas pela fala, ela jamais será capaz de fazer suas opiniões serem levadas em conta.
De minha parte, eu sempre prefiro falar pouco e baixo, sempre, a não ser quando estou diante das minhas turmas de 80 alunos, sem microfone!!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O som e a fúria do comércio

Eu confesso que às vezes tenho um pouco de saudade do vendedor das pamonhas de Piracicaba... Mas acho que até ele, se soubesse o que viraria essa sua idéia, teria desistido de incorporar um alto-falante ao carro e sair pelas ruas fazendo propaganda do puro creme do milho verde!
Eu moro numa cidade do interior de São Paulo, e lá tem trio elétrico, carro de som, moto e até bicicleta com alto-falante! Bicicleta, alguém acredita? Isso mesmo, aquela magrela com uma caixa de som acoplada ao banco do garupa, anunciando pelas ruas alguma liquidação de alguma loja local. Aliás, nessa cidade onde moro tinha até mesmo uma loja de tecidos chamada "Ao barulho"! Parece que o dono se orgulhava da poluição sonora que gerava na cidade com os carros de propaganda... Fechou, parece, o que prova que às vezes minhas pragas pegam...
Tenho visto também, em muitas cidades (naquela onde moro, inclusive), lojas que colocam um alto-falante com amplificador na porta, creio que na esperança de com isso angariar mais fregueses. Não sei se funciona, mas de uma coisa estou certa: jamais entrei ou entrarei numa loja dessas, nem que eles vendam a última coca-cola gelada no deserto!
Estive certa vez em Santarém, e ali vivi a experiência mais enlouquecedora com carros de som: eram tantos, anunciando tantas coisas ao mesmo tempo, que não se distinguia o anúncio de cada um deles... Uma completa Babel de sons embaralhados, mas ninguém desistia de fazer sua propaganda.
Anúncios com alto-falantes em carros de som, a meu ver, ferem meu direito de não querer ouvir aquela propaganda. Na TV, no rádio, na internet, sempre é possível fugir dos comerciais. Se um trio elétrico passa na minha porta anunciando as ofertas do supermercado, não tem como não ouvir. É um completo desrespeito!
Fico também pensando nas pessoas que trabalham em horários diferentes do comercial, como guardas noturnos ou profissionais da saúde que têm plantão noturno, por exemplo. Já imaginaram? Quando começam a dormir, chegam os carros, motos e bicicletas de som! É de enlouquecer qualquer um!
E os doentes, que passaram a noite em claro, com dores, e finalmente conseguiram dormir... E os bebês, que choraram a noite toda e enfim deram uma trégua aos pais... Todo mundo acordado de novo, porque os preços estão supostamente caindo no comércio local.
Para piorar, no caso dos carros, trios elétricos e motos, ainda tem a questão do combustível que ficam queimando inutilmente pela cidade, além de ajudarem a complicar o trânsito das ruas, pois precisam sempre andar mais devagar, para dar tempo de mais gente ouvir a mensagem completa! Horror!
Já que parece que não será nesta minha vida que verei uma legislação que dê conta desses pesadelos ambulantes, faço minha parte: sempre tento boicotar estabelecimentos que usam esse tipo de anúncio. Para mim, sempre funciona como propaganda às avessas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ouvido não tem pálpebra

Sempre pensei que, se é que Deus existe, ele deveria fazer uma rodada de perguntas e respostas no Juízo Final. E eu já teria minha pergunta pronta: por que ouvido não tem pálpebra? Afinal, se estamos diante de uma cena desagradável ou de uma luz muito forte, sempre podemos fechar os olhos. Os ouvidos? Nunca.
Eu já fiz essa pergunta pra um monte de gente... Afinal, a orelha poderia ter a função de fechar o nosso ouvido, quando o mundo fizesse muito barulho... É tanta carne sobrando que poderia ser usada pra fechar o ouvido diante de sons muito altos ou desagradáveis.
A resposta mais plausível que eu já ouvi foi a de que, em nome de nossa sobrevivência, um de nossos sentidos tem de permanecer sempre alerta, mesmo quando dormimos. Por isso acordamos com ruídos mais altos, para podermos fugir em caso de alguma situação que coloque em risco nossa vida.
Tudo bem, é uma explicação razoável. Mas então, já que não tem muito jeito de evitar ruídos desagradáveis, por que é que não cuidamos melhor do que entra pelos nossos ouvidos todo o tempo em que estamos acordados? E muitas vezes, até quando estamos dormindo!
Se o ouvido não tem pálpebra, vamos pelo menos filtrar melhor o que entra por ele!