sábado, 27 de fevereiro de 2010

Barulho até debaixo d'água!

Meu amigo Sandro Fortunato, que tem dois sítios ótimos na internet (o blog Sempre algo a dizer e o site Memória viva), sempre acompanha o Psiulândia e, um pouco antes do Carnaval, me mandou um e-mail com dados sobre um evento que aconteceria em Pirangi, no Rio Grande do Norte.
Pirangi do Norte é uma praia potiguar, famosa pelo maior cajueiro do mundo. Faz parte do município de Parnamirim, a uns 30 quilômetros de Natal.
Segundo meu amigo Sandro, trata-se um dos lugares mais barulhentos do Rio Grande do Norte, com carros, trios elétricos e casas despejando barulho na rua principal da cidade
A praia também e famosa pelos parrachos, barreiras de coral muito visitadas por turistas, ainda sem muito controle ambiental, como o próprio IBAMA reconhece em algumas matérias que andaram saindo nos jornais da região e que podem ser encontradas na internet através do Google, digitando a expressão "carnaparracho".
Esses parrachos ficam a dois quilômetros da beira-mar e foram escolhidos por um DJ chamado Bruno Giovani, para serem o local de um evento chamado "Carnaparracho", em que um "barco elétrico" comandado pelo DJ levaria o tum-tum-tum no volume característico dos trios elétricos para o deleite das criaturas aquáticas, seguido por uma "mareata" de lanchas e barcos com seus próprios alto-falantes pra ajudar na composição do inferno aquático. Depois disso, todos se reuniriam num espaço à beira-mar para dar continuidade à festança em terra.
Para alívio dos peixes, corais e outros seres marinhos, o IBAMA não autorizou a realização do Carnaparracho, mas já pensaram se a moda pega?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Então era só mais um rodízio?

Há alguns meses eu publiquei um texto no blog da Carmem, o De uns tempos pra cá, falando sobre um fato ocorrido em São Paulo, em que a prefeitura demoliu uma vilazinha clandestina que tinha se estabelecido numa das encostas da Avenida 23 de maio, com entrada pelo Viaduto Paraíso. Pra quem quiser chegar direto ao texto, é só clicar aqui.
Pouco depois, publiquei uma continuação do caso, agora neste meu blog, contando como alguns grafiteiros ocuparam o espaço. Quem quiser reler, é só clicar aqui.
Reclamei muito, porque achei um absurdo a prefeitura destruir uma vilazinha só para transformar o espaço numa montanha de entulho, que rapidamente virou depósito de lixo, criando mais um espaço feio e perigoso na cidade, más qualidades que nem o grafite do pessoal da arte urbana conseguiu reverter.
O post inicial, no blog da Carmem, era de novembro do ano passado. O lugar ficou do mesmo jeito durante 3 meses. Agora começou a mudar: outras pessoas mudaram pra lá e começaram a reconstruir as casas. Ah, agora entendi: o prefeito queria apenas dar oportunidade para mais um rodízio paulistano: o de moradias clandestinas!
Seguem abaixo duas fotos ilustrativas, tiradas ontem.





Notem a corrente fechando o portão: será que vai ser suficiente pra segurar o prefeito quando ele tiver vontade de fazer mais um rodízio de gente?