sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

3 anos de rabugice

Post bem rápido, só pra lembrar que hoje Psiulândia completa 3 anos de existência! Pois é, 3 anos e quase nada mudou no mundo barulhento em que vivemos! Aliás, algumas coisas talvez tenham piorado... Mas a gente continua brigando!
No ano que vem tem mais rabugice!
E tomara que em 2012 alguma coisinha, por menor que seja, mude pra melhor, porque eu sou rabugenta mas também sou otimista, né?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Meus 7 links

Minha amiga Cláudia, do blog Aprendiz de viajante, fez uma proposta interessante neste post aqui: ela indicaria 7 links de seu próprio blog e depois 7 blogueiros para fazerem o mesmo, de forma a alcançar um número cada vez maior de pessoas.
Quem acabou me indicando pra participar foi a Carmem, do De uns tempos pra cá.
Assim, aqui vão meus 7 links e a minha lista de 7 blogueiros indicados pra levar adiante o projeto!

1. Meu post mais bonito:
Acho um pouco complicado indicar isso, mas acho que escolheria o post que não tem nada a ver com o tom rabugento do blog: o que dediquei à Toní, que foi minha psicóloga nos anos 80 e que faleceu agora em 2011.

2. Meu post mais popular:
Isso fica mais fácil: o que teve mais pageviews foi um em que reclamei de gente que fala alto demais.

3. Meu post que gerou mais controvérsia:
Foi o mesmo anterior, pois rolou até bate-boca nos comentários, de gente reclamando que falar alto é uma coisa boa...

4. Meu post que ajudou mais gente:
Será que a minha rabugice ajuda alguém? De qualquer maneira, participei de uma blogagem coletiva e acho que o texto que escrevi pode ter alguma serventia!

5. Meu post cujo sucesso me surpreendeu: 
Ah, sem dúvida o post sobre os diários da minha avó!

6. Meu post que não recebeu a atenção que deveria:
Provavelmente o texto que escrevi sobre uma cilada em que caí quando decidi comprar um netbook pela internet numa loja supostamente honesta.

7. Meu post que mais me dá orgulho:
Gosto especialmente de um post em que devaneio sobre o Twitter e o lugar que ele ocupa nas nossas vidas.


Para dar continuidade a esse projeto da Cláudia, indico 7 blogueiros que admiro:

1. Sandro Fortunato, do Sempre algo a dizer.
2. Janaína Leslão, do Devaneios e companhia.
3. Cadu Bezerra, do No centro das minhas atenções.
4. Lola Aronovich, do Escreva, Lola, escreva.
5.Vilmar Ledesma, do Coisas de Ledesma..
6. Leo Chioda, do Café Tarot.
7. Alexey Dodsworth, do Devir.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Educação & barbárie.

Há algum tempo, publiquei aqui mesmo neste blog, um post sobre como a presença de uma faculdade nas proximidades do terminal Barra Funda estava transformando negativamente o local, com a proliferação de bares, excesso de carros, superlotação do Terminal etc. Naquele texto, eu dizia que, segundo meu ponto de vista, não era à toa que os empresários da educação superior em São Paulo procuravam montar seus câmpus na proximidade de estações de metrô, para facilitar o acesso dos alunos às salas de aula, mas sem nenhum planejamento, gerando apenas uma superlotação nos transportes daquela região. O transporte público a serviço do lucro privado, sem nenhuma espécie de contrapartida dos empresários para melhorar o entorno de seus câmpus.
Pois bem, quando estou em São Paulo, moro bem ao lado de uma estação de metrô, a Paraíso. Acompanhei, pela janela do apartamento, a construção de dois enormes prédios de uma dessas faculdades particulares. Dá pra ver daqui as salas de aula em funcionamento, agora que tudo já está pronto.
Mas o mais grave é que dá pra ver também a deterioração da vizinhança, desde a chegada da faculdade, sendo o sinal mais evidente o aumento do número de bares ao redor dos prédios. Estabelecimentos comerciais fecharam, foram reformados e transformados em bares. À noite, sobretudo depois das 9, ficam cheios de alunos. Como os espaços são pequenos, fica muita gente em pé, na rua (também pra poder fumar).
As salas de aula vão ficando vazias, enquanto a rua enche de gente com copo de cerveja na mão. É raro ver alguma turma com aulas depois das 9h30. As 3 faixas de trânsito da Vergueiro se reduzem a uma, pois as demais ficam cheias de alunos bebendo, expondo-se a um atropelamento.
Alguns bares têm música ao vivo, que é ouvida na vizinhança toda, até a uma da manhã, religiosamente. Só param mesmo por medo do Psiu.
Às sextas é pior: as comemorações pela chegada do fim de semana estendem-se até mais tarde e sempre aparecem aqueles carros que têm altofalantes poderosos, tocando música sempre ruim. Como são móveis, não ficam sujeitos à fiscalização do Psiu, então não têm hora pra parar de fazer barulho.
Nunca aparece ninguém pra botar um pouco de ordem na confusão. Acho que só mesmo no dia em que algum aluno for atropelado numa dessas faixas de trânsito ocupadas pelos estudantes. Enquanto isso não acontecer, resta a alternativa de dormir com tampões nas orelhas toda sexta-feira. A quem recorrer?
No mundo que eu imagino, a chegada de uma faculdade à vizinhança seria motivo de alegria. No mundo em que eu vivo, junto com a educação chega a barbárie.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Muito aquém de um jardim

Quem acompanha este blog já deve ter lido alguns dos posts em que eu falei sobre um espaço urbano bastante conturbado, situado em cima do Viaduto Paraíso, nas encostas do vale que forma a Avenida 23 de maio.
Já foram 4 postagens aqui no blog (todas acessíveis através do marcador Viaduto Paraíso) que se seguiram à primeira, que fiz como convidada no blog da Carmem (De uns tempos pra cá).
Eu me lembro de que, na ocasião do último post (19 de junho de 2011), havia uma grande movimentação de funcionários da prefeitura, expulsando os moradores, derrubando as casinhas improvisadas e limpando o lixo acumulado. Não resisti e perguntei a um deles o que haveria ali. O funcionário me disse que seria uma praça.
Até fiquei mais feliz, afinal aquele espaço teria ainda uma finalidade pública.
Sou velhinha, então, na minha cabeça, praça tem aquela cara da música antiga: bancos, flores, jardins. Um lugar agradável para se sentar, encontrar pessoas, ler um livro, ver o movimento da cidade.
Hoje, mais de 3 meses depois, passei por lá. Aquele espaço, antes ocupado por casinhas improvisadas, agora é terra arrasada. Assim:


Dá pra ver que ainda tem uns restos do entulho, né?
O espaço recebeu umas grades improvisadas (como aquelas casinhas que lá estavam), feitas de pedaços de grades usadas, parecendo material de demolição. Nem uma pintura as pobres mereceram:


O pessoal que passa por ali, não podendo usar o espaço de outra maneira, já começou a usá-lo da forma que parece combinar mais com a "urbanização" escolhida pela prefeitura: lixo. Já tem garrafa pet vazia, pedaços de madeira, maços de cigarro etc. Olha só um detalhe:


Pois é, prefeito, eu acho tudo isso um desleixo, um desperdício de espaço público numa cidade tão carente deles. Se era pra deixar assim, uma terra arrasada cercada de grades improvisadas, era melhor ter deixado as famílias morando ali, né? Pelo menos aquele território tinha uma função social.
Agora, não serve pra nada. Quando muito, serve de depósito de lixo.
Obrigada, outra vez, senhor alcaide, por dar à cidade mais um espaço inútil. E feio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Toní


Esta é uma postagem atípica, em que não vou reclamar de nada, mas sim expressar uma gratidão a alguém a quem jamais pude fazer saber o quanto lhe sou devedora.
Em meados dos anos 80, eu passei por um período de crise. Muitas mudanças aconteceram, e eu estava bastante confusa sobre os rumos que daria à minha vida.
Foi então que decidi procurar ajuda de uma psicóloga. Pergunta daqui, pergunta de lá, acabei chegando à Toní. Começava ali uma relação que se estenderia por longos 7 anos.
No início, eu relutei muito, usando todo o meu arsenal de racionalidade e me armando contra qualquer tentativa de interpretação das minhas palavras, dos meus sonhos, das minhas atitudes.
Houve um dia, entretanto, em que Toní finalmente me fez ver que a resistência também significava. A partir dali, tudo mudou.
Uma das lembranças mais vívidas que tenho é a de Toní tentando me convencer a adotar a aquarela como uma forma de expressão menos controlada racionalmente. Segundo ela, como sempre trabalhei com as palavras, a expressão verbal em mim era sempre produto de uma elaboração racional, mantida sempre sob controle absoluto.
Lidei com aquelas cores que escorriam junto com a água, mas nunca senti que tenha feito algo que valesse a pena naquelas folhas de papel canson.
Os anos se passaram, eu superei a crise e, 7 anos depois de iniciadas as sessões, Toní e eu chegamos à conclusão de que já era hora de tocar sozinha a minha vida.
Desde então, tenho passado por situações muito boas e outras muito ruins, mas tenho conseguido manter um razoável equilíbrio. E sinto que, na raiz dessa estabilidade, estão aqueles 7 anos de sessões com a Toní, aprendendo a me conhecer melhor e a gostar mais de mim.
Quando penso nela, hoje, tenho um sentimento de gratidão muito grande, mas tenho também a certeza de que não poderei nunca expressar isso para ela.
Decidi fazer então este post, para pelo menos ficar aqui um testemunho público dessa gratidão.
Para terminar, queria também dizer que penso finalmente ter encontrado uma forma de expressão não verbal e portanto menos controlada racionalmente: a fotografia. A câmera, para mim, ocupa o lugar que imagino ter sido aquele pensado por Toní quando me sugeriu a aquarela: a expressão das minhas intuições e da minha sensibilidade, não controladas racionalmente. Mais uma razão para ser grata à Toní.
Por isso é que este post começa e termina com fotos. Essas imagens, para mim, representam momentos em que consegui produzir quadros que me agradam, mesmo sem ter noção de como isso aconteceu. Intuitivamente, apertei o botão da câmera com o enquadramento que escolhi sem pensar muito, e o resultado me deixou feliz. Era isso, então, Toní?
Obrigada, mais uma vez.



PS - Quando escrevi este post, a Toní estava num hospital, em estado terminal. Eu não quis falar disso no texto, para evitar uma exposição inútil dessa situação tão difícil que ela vivia. Ontem, domingo, 25 de setembro, ela faleceu.

domingo, 4 de setembro de 2011

Silêncio made in Japan

Este é o primeiro guest post da Psiulândia, e foi escrito por minha amiga Marcie (@Marcie14), autora do ótimo Abrindo o bico. Ela esteve recentemente em Tóquio e de lá mandou uma série de tweets com a hashtag #tokyorules. Como em muitos deles ela comentava a diferença entre os ruídos urbanos de Tóquio e os de Nova Iorque ou São Paulo, achei que seria o caso de pedir a ela um depoimento mais extenso sobre essas impressões. Para minha surpresa, ela não só aceitou como hoje mesmo, bem cedinho, me mandou o texto que segue. Obrigada, Marcie, rabugenta honorária da Psiulândia! Fico honrada com a sua participação por aqui. Sinta-se à vontade para outras participações!






Imagine uma metrópole onde o Psiulândia não precisaria distribuir tantos psius. Uma cidade onde, na verdade, a Ana teria que inventar outro assunto para blogar. Por tudo que vi (embora infelizmente tenha visto pouco) Tóquio se encaixa perfeitamente nessa categoria.  No começo, eu não estava entendendo do que sentia falta. Até que me dei conta: não tinha escutado uma buzina sequer! Não tinha ouvido um escasso ringtone; e menos ainda um desses abomináveis Nextel. E o mais engraçado é que estava vendo várias pessoas falando ao telefone. A conclusão óbvia é que eu havia desembarcado num país que ainda cultiva essa coisa rara chamado silêncio.
Claro que já tinha lido um pouco sobre os usos e costumes locais: a lição de casa que todo mundo faz (ou deveria fazer) antes de viajar. E já sabia das regras básicas de etiqueta relativas ao tema: não falar alto, manter os celulares no mode silencioso, não usar o aparelho em lugares fechados (restaurantes, trens, metrôs), etc, etc. Mas não imaginei que a coisa fosse levada tão a sério. A ponto de eu poder afirmar que, no Japão, ouvir conversa alheia é um passatempo destinado ao fracasso.
Sei que é engraçado eu estar aqui falando não do que vi, mas sim do que não ouvi em Tóquio. Mas a idéia é essa, certo? Não ouvi os desagradáveis ruídos que se somam aos ruídos inevitáveis das grandes cidades. Claro que há sirenes; claro que há metrôs e trens se deslocando em alta velocidade; claro que há caminhões; claro que há construções (afinal, Tóquio não é exatamente um vilarejo Amish), mas é como se, justamente por causa disso, a cidade decidisse não acrescentar ruído ao ruído. Ah, sim, posando de exceção, existem sempre os karaokês – mas aí já é pra quem esteja procurando barulho...
Moral da história? Por mais que eu tenha amado o Japão, acho que não conseguiria morar lá. E acho que a Ana também não. Afinal, do que é que a gente iria reclamar?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Umas com tanto, outras com nada

Introdução:

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia (link abaixo), Natalie (link abaixo), Carina (link abaixo), Patricia (link abaixo), Carmem (link abaixo) e Marcie (link abaixo), surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava "viu-tá-visto". Aí a conversa evoluiu e decidiram fazer também uma segunda lista - com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Segue o meu texto.

Uma das situações mais complicadas para mim é quando alguém me pergunta de onde eu sou. Geralmente respondo com outra pergunta, ou uma série de perguntas. Onde nasci, nunca morei. Onde moro, não me sinto enraizada. Minha vida, da mais tenra infância até completar umas três décadas de existência, sempre foi povoada de malas, caixas e caminhões de mudança.

Acho que esse início nômade de vida me deixou o gosto pela estrada. Sempre que posso, viajo.

Agora, por exemplo, encontro-me em plena viagem, escrevendo no aeroporto, enquanto espero a próxima conexão.

Daí que, pensando nas viagens, elaborei uma pequena hipótese de classificação de cidades. Começa com uma divisão em dois grandes grupos: cidades que chamarei de “cenográficas” e as de “vida real”.

As cenográficas são aquelas em que o conjunto de locais de interesse turístico fica mais ou menos agrupado, permitindo que o turista passeie por ali apenas no exercício de sua atividade turística, praticamente sem contato com a dinâmica da vida de quem mora ali. Acabo de sair de uma cidade assim: Praga. No Brasil, podemos pensar em Tiradentes, até mesmo Ouro Preto.

As cidades da vida real, por outro lado, são aquelas em que o turista, mesmo fazendo seu périplo pelos locais que aparecem nos guias, tem contato com a dinâmica da vida real dos moradores. Minha cidade preferida no mundo – até aqui – é Madri, e lá acontece exatamente isso: a gente vai de um ponto turístico ao outro, mas percebe que há uma vida real acontecendo ali à sua volta. Essa para mim é a diferença fundamental entre Madri e Barcelona: nesta última, dá pra esquecer que há vida “normal” fora do circuito turístico.

Quando viajo, tenho certa preferência pelas cidades do segundo tipo, embora não deixe de apreciar uma bela cidade cenográfica, como Ouro Preto ou Barcelona, mesmo que muito frequentemente me assalte a sensação de que tudo ali está preparado para arrancar do turista cada centavo de seu dinheiro...

Essas cidades que chamei de “vida real” poderiam ser divididas em dois outros grupos: aquelas que se abrem fácil para que o turista se integre ao seu ritmo (como sinto que acontece na minha relação com Madri e que aconteceu recentemente também com Budapeste) e aquelas que tornam a vida do turista mais difícil, como sinto que aconteceu comigo, (para pegar outro exemplo recente) com Viena.

Nessas cidades, a gente sofre pra entender como ir de um lugar ao outro, parece que a cidade resiste a entregar-se ao nosso desfrute. Sistema de transporte confuso, informações apenas na língua local, falta de clareza nos mapas são algumas coisas que me fazem sentir não acolhida pela cidade. E, nos tempos que vivemos, um outro inconveniente freqüente dessas cidades é não oferecer com muita facilidade wifi grátis.

Enfim, cidades assim são aquelas em que eu saio de lá pensando: ufa, que bom, está vista e não preciso mais voltar aqui!

Já as cidades mais acolhedoras me fazem querer voltar sempre que possível. Não é por outra razão que, sempre que vou para a Europa, faço de Madri meu ponto de chegada e partida. Ali me sinto quase em casa, embora esteja viajando.

LINKS DOS BLOGS PARTICIPANTES:


http://www.abrindoobico.com
(Marcie)

http://www.aprendizdeviajante.com (Claudia)

http://www.big-trip.net

http://www.cadernotiahelo.blogspot.com

http://www.deunstempospraca.blogspot.com (Carmem)

http://www.dicasroteirosviagens.com

http://www.dondeandoporai.com.br

http://www.drieverywhere.net

http://www.guardandomem.blogspot.com

http://www.inquietosblog.com.br

http://www.jrviajando.com

http://www.ladyrasta.com.br

http://www.luciamalla.com

http://www.majots.wordpress.com

http://www.miblogito.blogspot.com/

http://www.mauoscar.com

http://www.mikix.com

http://www.olhandomundo.wordpress.com

http://www.pelo-mundo.blogspot.com

http://www.oqueeufiznasferias.com.br/blog

http://www.psiulandia.blogspot.com

http:///www.rosmarinoeoutrostemperos.blogspot.com

http://www.sambalele.everyblue.com

http://www.senzatia.com (Carina)

http://www.sundaycooks.com (Natalie)

http://www.turomaquia.com (Patricia)

http://www.viagempelomundo.com

http://www.viaggiando.com.br

http://www.viajarepensar.blogspot.com