segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dica desta semana

Um amigo e seguidor deste blog me avisa que barulho é o tema da próxima edição do programa Profissão Repórter, na TV Globo, nesta terça-feira, 21 de abril de 2009. Fui lá na página da Globo conferir, e encontrei esses dados:

"Os repórteres Thiago Jock e Caio Cavechinni acompanham um campeonato de som entre carros superequipados no interior de Minas Gerais. Funk na maior altura, confusão com a polícia, muito barulho em volume máximo.
Os repórteres Felipe Gutierrez e Mariane Salerno vão ao Rio de Janeiro mostrar como é viver em apartamentos sobre túneis ou na beira de viadutos. Fica difícil gravar as entrevistas enquanto os carros e ônibus passam a metros das janelas dos moradores.
Os repórteres Gabriela Lian e Felipe Suhre - o novato da equipe - registram a tensão entre os moradores e os bares de um bairro boêmio de São Paulo, a Vila Madalena. Num único quarteirão, são 10 bares e muitas noites de insônia para os vizinhos.
Caco Barcellos registra um momento emocionante: o instante em que um lavrador, surdo há 9 anos, volta a ouvir após a ativação de um implante no ouvido. “Quanto zoada”, ele diz, feliz da vida, na volta para casa."


Pena que o programa passa tão tarde: 23h15, informa o site. Mas como é depois da novela "Caminho das Índias", do "Casseta e Planeta" e do "Toma lá dá cá", tenho a impressão de que vai ser mais tarde. Enfim, não custa ficar de olho. E pra quem perder, ainda tem a possibilidade de ver na TV a cabo, na Globonews (Sábado, às 21h05, e Domingo, às 9h05). Ou então pela internet mesmo, no site do programa: http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/
Será que finalmente a preocupação com o barulho excessivo vai passar a fazer parte de discussões mais abrangentes do que tem feito até aqui? Tomara! Vou assistir e depois comento!

domingo, 12 de abril de 2009

Barulho & ecologia, com direito a Loop B!

Na semana passada, viajei de Assis a São Paulo num ônibus noturno, que saiu do interior à meia-noite e chegou à capital às 6 da manhã. Suponho sempre que quem viaja nesse horário é porque não tem outra opção senão a dormir a bordo, seja por impedimentos de trabalho ou pressa de chegar.
Era o meu caso: trabalhei o dia todo e tinha de estar em São Paulo no dia seguinte, portanto contava poder dormir durante a viagem, para aguentar as tarefas que me esperavam.
Os primeiros momentos a bordo foram ainda de burburinho, campainhas tocando, crianças chorando e gente conversando em voz alta com o vizinho ou com o interlocutor em seu celular. Normal.
Pouco a pouco, entretanto, tudo foi-se aquietando e eu consegui pegar no sono.
Três da manhã, chega a parada. Eu continuei dormindo, como muitos passageiros que naquele horário preferem o sono a um pão de queijo. Tudo corria bem, até que as pessoas que haviam descido começaram a voltar a bordo e a orquestra do saquinho plástico começou a tocar!
Só mesmo quem está dormindo sabe o quanto o som de saquinhos plásticos sendo abertos, fechados ou amassados pode ser irritante. Imaginem então uma orquestra deles, com pessoas revirando malas para guardar os quitutes que compraram e que vieram embalados em saquinhos plásticos. Ou querendo pegar mais uma blusa na mochila e tendo que antes tirar as sandálias havaianas, devidamente agasalhadas também em sacos plásticos.
Todo mundo já está careca de saber que saquinhos plásticos poderiam ser comparados, do ponto de vista do potencial poluidor, a uma das 10 pragas do Egito (Êxodo, capítulos de 7 a 11), enchendo rios e mares e ameaçando os peixes que lá vivem.
Além disso, eles também servem - mal - como sacos de lixo. Taí outra de minhas implicâncias: odeio ver aqueles saquinhos de supermercado escorrendo caldo do lixo nas calçadas!
Por estas e outras razões, já começa a pegar com força no Brasil um costume que já existe na Europa faz tempo: os clientes levando suas próprias sacolinhas de pano ao supermercado, pra evitar o uso dos vilões deste post.
Em muitos dos países europeus que conheço, se você não levar sua sacolinha, tem de pagar por um saco plástico (de boa qualidade) que ainda vem com a estampa que sugere que ele seja reaproveitado como lixo (e este não fura fácil como os nossos).
Então eu me sinto no direito de propor mais uma razão para banir o uso dos saquinhos: o barulho irritante que eles fazem quando são manipulados. Aliás, tenho uma amiga com quem já dividi quartos de hotel, que diz que uma das provas de elegância de quem se dispõe a compartilhar o espaço de dormir com outros é nunca usar sacos plásticos para embalar qualquer coisa na bagagem! Sábia Neusinha! Pena que você não viaja de ônibus comigo pra ver o que eles podem virar quando manipulados em conjunto!
A única ocasião em que eu achei que sacos plásticos podem ser interessantes foi quando assisti, há alguns anos, a apresentação do grupo paraibano Jaguaribe Carne, com a participação de Loop B, um cara especializado em tirar música de coisas que geralmente odiamos por serem barulhentas. Ele TOCOU um saquinho plástico numa das músicas, fazendo uma percussão inacreditavelmente bonita e original. Ele, aliás, anda agora num projeto com Pedro Osmar (um dos integrantes do Jaguaribe Carne) chamado Farinha Digital, e lá ele também toca coisas inacreditáveis: tanque de gasolina de Chevette, furadeira, placa de trânsito, bujão de gás etc.
Pra quem quiser conferir, no YouTube tem algumas coisas, como esta participação de ambos no programa Em cartaz: http://migre.me/qZZ.
E lá também tem outros filminhos pra quem quiser conhecer o cara capaz de transformar potenciais fontes de barulho em música! É só digitar Loop B na procura e aproveitar os resultados. Infelizmente, não encontrei a cena do saquinho plástico, mas há outras bem legais também.
O MySpace do cara também é legal: http://www.myspace.com/loopb.
E para finalizar, Boa Páscoa a todos, mas não se esqueçam de jogar fora os saquinhos dos ovos de chocolate!!!

domingo, 5 de abril de 2009

Bye, bye, Íris Lettieri!

Li na internet (http://migre.me/loH) nesta semana a informação de que a Infraero decidiu acabar com os avisos sonoros em aeroportos. Aliás, dizem eles que desde outubro de 2008 as chamadas estão suspensas, mas que alguns aeroportos não estão cumprindo a nova regra.
É o caso dos aeroportos do Rio de Janeiro, onde, há 32 anos, a voz de Íris Lettieri anuncia "Passageiros do vôo 3854 com destino a Nova Iorque, embarque no portão 23". O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) já anunciou que não tem data marcada para interromper esse serviço.
Ainda segundo a Infraero, "a medida irá reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento". Louvável motivação, mas será que esses anúncios são tão inconvenientes assim?
O diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, Ronaldo Jenkins, é contra. Ele afirma: "Há ainda a questão psicológica. Uma voz como a da Íris Lettieri acalma o passageiro. Não se pode esperar que todos os funcionários das companhias aéreas tenham uma voz como a dela".
Pra quem tem saudade ou não se lembra ou não conhece avoz da Íris, no site dela (http://www.irislettieri.com.br/) tem umas amostras. E ainda tem fotos, pra quem tem curiosidade de conhecer a aparência da dona da voz mais popular dos aeroportos brasileiros.
Apesar de o argumento do Ronaldo Jenkins estar muito centrado nas supostas qualidades calmantes da voz da Íris Lettieri, achei interessante. Pessoalmente, confesso que gosto de ouvir todos os anúncios sonoros em aeroportos, porque parece que eles me ajudam a entrar no clima da viagem...
Mas como estou ainda muito em dúvida, gostaria de saber o que acham dessa decisão da Infraero... Opiniões, por favor!!!