sexta-feira, 30 de abril de 2010

Traduzindo calorias

Confesso: eu adoro procurar novidades no supermercado. Foi assim que encontrei um pacote de brownies de chocolate amargo e fiquei com desejo de experimentar.


Outra confissão: não compro nada de comer, principalmente guloseimas, sem antes checar o valor calórico. Mania de quem passou 87,3% da vida tentando perder peso.
Mas voltemos aos tais brownies. Eles pareciam deliciosos. Eram importados. Lá fui eu em busca da tabela nutricional. Havia uma etiqueta da importadora, encobrindo a tabela original, supostamente para facilitar nossa vida transpondo todas as informações para o português. E lá estava a informação maravilhosa: 25 gramas daqueles brownies tinham apenas 35 calorias! Praticamente uma bênção na vida de quem precisa fazer regime mas tem síndrome de abstinência de chocolate!


Comprei um pacote na mesma hora para experimentar a tal maravilha.
Chegando em casa, abri o pacote e experimentei um: delicioso! Tão delicioso que comecei a achar que tinha algo de errado naquela contagem de calorias...
Levantei aos poucos a etiqueta e lá estava a tabela original, com uma informação diferente: 31 gramas (peso de um brownie) equivalem a 140 calorias!!! Quatro vezes mais!


Alguém me explica o que aconteceu? Vá lá que muita coisa se perca numa tradução, que toda tradução seja sempre uma traição, mas nunca soube que isso acontecesse com calorias!
Outra coisa: cada brownie pesa 31 gramas, como informa a etiqueta original:


Então por que cargas d'água o total de calorias da etiqueta brasileira é baseado no peso de 25 gramas? Vou ter de comprar uma balança de precisão pra ir pesando pedacinhos de brownie até atingir a fração correspondente a esse peso?


Alguém me explica? Ou avisa a vigilância sanitária?

domingo, 25 de abril de 2010

Psiu na estrada!

Em 2008 estive em Portugal e, viajando por lá, percebi, em alguns trechos das estradas, placas que isolavam a pista do resto do cenário. Em alguns trechos elas eram transparentes, então dava pra ver as aldeias ao lado. Em outros pontos, tiravam completamente a visão dos arredores.
Achei estranho e lamentei, porque uma das coisas boas de viajar é poder ir olhando a paisagem passando na janela, e as placas impediam isso. Não cheguei a descobrir para que serviam as placas até bem recentemente, quando soube que eram isolantes acústicos, para que o barulho dos veículos na estrada não tirassem o sossego dos moradores das aldeias muito próximas da pista. Ou seja, super civilizado! Achei o máximo!
Lembrei disso quando recebi, há alguns dias, um recado da @Paola_Ferro repassando o link de uma matéria da Folha de São Paulo sobre um revestimento que o asfalto do trecho oeste do Rodoanel vai receber para diminuir o barulho causado pelo atrito dos pneus! Diz o texto (que pode ser lido na íntegra aqui) que a redução chega a ser da ordem de 5 decibéis! Achei civilizadíssimo também!
Mas nem tudo são flores: segundo me informa a Paola, isso só está acontecendo no trecho oeste do Rodoanel porque os moradores de Alphaville e adjacências entraram com algum tipo de demanda junto ao Ministério Público!
Pelo visto, para o resto dos vizinhos do Rodoanel, não haverá nem placas de isolamento acústico nem revestimento especial do asfalto... Ouvidos de moradores de bairros classe A valem muito mais, né?