sábado, 25 de julho de 2009

Irritando Ana Old - uma meta-postagem

Cheguei à conclusão de que tenho uma concorrente: Fernanda Young e seu programa "Irritando...". A questão é que lá no programa dela a gente acaba rindo das idiossincrasias da apresentadora e dos convidados e os motivos de irritação vão ficando em segundo plano. Como toda artista de televisão, Fernanda Young gosta de fazer sucesso, afinal ganha pra isso.
No meu caso, eu queria que o motivo da irritação ficasse mais em evidência do que a minha rabugice, mas também tenho um probleminha: esses anos todos de professora de literatura me deixaram com a digitação torta: estou sempre procurando um joguinho de palavras aqui, uma metáfora mais sedutora ali, um uso especial de alguma palavra curiosa e demais truques costumeiros de quem presta atenção nos recursos da nossa língua portuguesa. Coisa que, aliás, a Fernanda Young também deve fazer, já que diz ser também escritora, além de tv star.
Enfim, todas essas palavras pra dizer que de novo estou pensando em mudar um pouco a cara do blog. Por isso ando tão quietinha, mas prometo que vou tentar dar uma renovada no ambiente. Apareçam!

sábado, 11 de julho de 2009

Por onde começar?

São tantas as oportunidades de ver coisas irritantes no mundo que nem sei por onde começar. Acho que vou começar com uma implicância que já apareceu por aqui em outro post, mas só a propósito de barulho nas salas de cinema, no post de março de 2009 chamado "Pedofilia e batatas fritas". Acho que agora vou expandir o alcance da minha rabugice: comida e bebida em salas de espetáculo.
Você já teve a oportunidade de assistir a um show de Maria Bethânia, por exemplo, e no momento mais intimista do show ouvir alguém abrindo uma nova latinha de cerveja? Ou ouvir a diva cantando sua música preferida enquanto seu nariz vai aspirando irremediavelmente o cheiro das coxinhas que o garçom acabou de trazer para o seu vizinho de mesa, passando na sua frente, claro?
Eu tenho saudade de quando as salas de espetáculo se chamavam auditórios, ou seja, a gente ia lá pra ouvir, ter prazer com o sentido da audição. As casas de show mais populares de hoje parecem mais lanchonetes gigantes com preços extorsivos que trazem como brinde o show de um cantor pago com ingressos a preço de ouro.
E para ganhar mais dinheiro ainda, essas casas colocam mais mesas e cadeiras do que mandariam as regras do mínimo conforto, o que frequentemente nos coloca praticamente numa única mesa coletiva, com o prato de carpaccio do vizinho nauseando a todas outras 35 pessoas que estão ao redor dele num espaço de 2 metros quadrados.
Parece que tem uma lei escrita em alguma língua que não entendo, que associa shows a bebidas e salgadinhos e cinema a pipoca. Como já disse no outro post, estou a anos-luz da anorexia, mas não consigo pensar em comer quando vejo um filme daqueles que eu gosto ou quando assisto a um show dos meus deuses da música. Nessas horas, sou toda olhos e ouvidos e nem lembro que tenho paladar.
E volto a propor: vamos fazer um lote de adesivos com as calorias dessas comidinhas de shows e cinemas e colocar de modo bem visível nos lugares que as vendem? Tenho certeza de que as pessoas pensariam duas vezes antes de gastarem seus tostões nessas porcarias.
Que tal voltarmos ao velho programa de cinema ou show e depois jantar?

domingo, 5 de julho de 2009

Em tempo real!

Eu tinha anunciado e garantido que este blog iria deixar de ser monotemático, mas infelizmente o destino se colocou contra mim! Vamos aos fatos!
Sempre que decido viajar, passo muito tempo tentando escolher um hotel que seja limpo e confortável e que meu bolso possa pagar. Quando a viagem é para o Rio de Janeiro, essa equação é praticamente insolúvel. Já fiquei em vários hotéis por aqui, e até hoje não encontrei um sobre o qual eu pudesse dizer que me agradou em termos de conforto e de preço.
Neste fim de semana, depois de outra rodada de pesquisas pela internet, decidi experimentar o Golden Park, que fica numa pracinha simpática ao lado do hotel Glória. O preço é alto, pelo serviço oferecido, mas nada que destoe dos preços extorsivos de hotéis no Rio. O clima de decadência tambem é típico dos hotéis pagáveis daqui, com aquele cheirinho de mofo característico de hotéis decadentes à beira-mar.
Já estava me conformando e me acostumando com essas coisas, mas hoje, ao chegar no hotel para dormir às 11 da noite, ao entrar no quarto comecei a ouvir um som daqueles insuportáveis, aquele som grave e monocórdio de música tecno ao longe, da qual a gente só ouve o tum tum tum que faz tremer as paredes.
Achei que pudesse ser um daqueles carros com alto-falantes que ocupam quase todo o espaço interno e liguei para a recepção, para me informar.
O recepcionista disse candidamente que toda semana tem um evento na pracinha aqui em frente! Perguntei se iria demorar pra acabar e ele disse: "Não, lá pelas 2 acaba tudo!" Duas da manhã????????? Como assim?
E aqui estamos nós, meia-noite e meia, com o bate-estaca ainda fazendo tremer as paredes do quarto, esperando que as duas da manhã cheguem e nos permitam o sono dos justos...
Alguém aí sabe o telefone do Psiu no Rio de Janeiro???