quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Música compulsória

Há pessoas que nos marcam para sempre mesmo que a nossa relação jamais tenha sido minimamente consistente. Assim foi para mim o Marcelo, marido de uma amiga minha. Nós nos conhecemos muito rapidamente, há mais de 25 anos (ele até já morreu), mas uma de suas frases não me saiu nunca da cabeça. Marcelo odiava o que ele chamava de música compulsória. Elevadores, restaurantes, bares, consultórios. MPB, clássica, rock, pop, reggae, new age. Para ele era tudo igual: música que ele era obrigado a ouvir, sem direito de escolha.
Eu tinha a metade da idade que tenho hoje, mas aquilo me marcou para sempre. E cada vez foi ficando mais claro pra mim como ele tinha razão. E cada vez que eu entro num lugar com música eu penso nele!
Por que será que as pessoas sempre acham que é indispensável haver música em todos os ambientes? Eu, por mim, até nem acho tão ruim assim, se o gênero de música de agrada e se o volume é razoável e não impede o papo com os amigos. Mas ainda assim acho que poderia haver uma escolha, e a gente pudesse decidir: hoje vou jantar num lugar sem música. Será que isso existe?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Psiu!

Eu sempre imaginei que um dia, quando começasse a envelhecer, perderia aos poucos a audição e os sons do mundo não fariam muito sentido para mim. Pois bem, a velhice começa a chegar e parece que minha audição só fica mais aguçada e sensível a cada dia que passa!
O mundo anda muito barulhento pra mim, e eu gostaria muito que houvesse alguma movimentação (que no Brasil, pelo menos, não creio que haja) em favor do silêncio, contra a poluição sonora a que todos estamos o tempo todo expostos.
Para dar a minha contribuição, criei este blog. Descanse, caro leitor, aqui você não ouvirá músicas enquanto navega, a não ser que o player do seu computador já estivesse funcionando antes mesmo de você começar a ler estas linhas.