sábado, 12 de setembro de 2009

Barulhinho ruim!

Um dia desses fui a um pocket-show na Fnac, em São Paulo, na Avenida Paulista. Pra quem não conhece o espaço, o palco - meio improvisado - fica ao lado do café que tem lá no andar superior. E aí começam os problemas... O tal café tem um sistema de atendimento por senhas numéricas. E a maneira que eles encontraram para chamar a atenção dos presentes para o anúncio de um número é um sonzinho eletrônico feito de 3 notas desencontradas. Sei que não é exclusividade daquele café ter esse irritante sistema de alerta de senha, mas naquele dia o tal barulhinho de três notas incomodou todo mundo que estava assistindo ao show - inclusive o próprio artista, que se irritou com aquela interferência indesejada.
Daí fiquei pensando como o nosso mundo é cheio de estímulos sonoros, uma verdadeira balbúrdia. Parece que tudo neste mundo tem de ser avisado através de sons: sirenes, apitos, trinados, buzinas, gritos, campainhas... Mesmo em ambientes como, por exemplo, restaurantes, a cozinha comunica aos garçons que os pratos estão prontos com sinais sonoros.
No meio de tanta balbúrdia, é muito provável que nossos ouvidos acabem não prestando mais atenção aos sons, de tão calejados. Mas a irritação certamente seria a mesma, ainda que não perceptível conscientemente num primeiro momento.
Outro dia, assistindo na tv a um programa de reconstrução de casas, me deparei com a solução encontrada pelos construtores para instalar alarmes de incêndio numa casa de surdos: luzes muito fortes piscando sem parar.
Daí fiquei imaginando como seria o mundo se os alertas fossem visuais e não sonoros. Luzes piscando, em lugar de campainhas e similares. Será que o efeito seria semelhante? De uma coisa estou certa: nossos ouvidos sofreriam muito menos!