segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O tempo passa...

Semana que vem é aniversário de São Paulo e eu resolvi então fazer essa homenagem à cidade que eu adoro. Pra isso, vou lembrar uma historinha paulistana já antiga e atualizar as informações...
Há algum tempo, em novembro de 2009, contei no blog da Carmem (De uns tempos pra cá) a história de uma vila que funcionava nas encostas da Avenida 23 de maio, no Viaduto Paraíso. Depois, no meu blog, eu comentei o fato aqui e aqui. O último post era de fevereiro de 2010. Hoje, a coisa por lá anda assim:


E assim:


Ali onde tem aquela lona azul mora gente. Tem um outro pedaço aberto, por onde dá pra ver como estão as coisas por dentro:



Mas o mais impressionante de tudo é ver a cascata de lixo amontoado no barranco da Avenida 23 de maio:


Tá, eu sei que a foto não está boa, mas isso se deve à quantidade de lixo que é impossível de caber numa foto. Acho que dá. porém pra perceber que o barranco virou um lixão. Dia desses, tudo vai rolar sobre a calçada lá embaixo. Aí, quem sabe, alguém preste atenção nessa novelinha urbana trágica que acontece há mais de um ano sem que a prefeitura tome qualquer providência.
E só pra lembrar, tudo isso acontece a poucos metros da Avenida Paulista, como prova o Google Maps (pra ir direito pra página dele, é só clicar na foto):




Vou continuar observando o que acontece por ali, e espero ter uma boa notícia pra contar aqui na próxima oportunidade. Como já ficou provado, apenas demolir parcialmente as casas e expulsar os moradores não resolve nada. Acho que está mais do que na hora de a prefeitura parar de brincar de rodízio de moradores num espaço cada vez mais degradado. É preciso dar condições de moradia decentes pra quem vive lá em meio ao lixo e transformar aquela área num espaço minimamente urbanizado.
Quem sabe São Paulo ganha isso de presente no seu aniversário?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Aboios de Djavan

Eu ainda estava na faculdade quando fui ver um show do Djavan pela primeira vez. Achei lindo. Muitos anos e doses de rabugice depois, peguei uma birra dele que só vendo.
Tudo começou quando ele teve a péssima idéia de escrever uma canção chamada "Se", lançada no disco "Coisa de acender", de 1992. Pra quem não tá ligando o nome à letra, basta citar os versos finais: " Mais fácil aprender japonês em braille / do que você decidir se dá ou não".
Na minha opinião, esses dois versos são de péssimo gosto, machistas pra valer. Estão entre as piores coisas da nossa MPB, que já conheceu momentos muito melhores, incluindo algumas canções do próprio Djavan.
Mas o pior ainda estava por vir: no final da década de 90, Djavan lançou um par de cds ao vivo, retomando sua obra em versão voz e violão.
Pronto, era o que faltava: os dois cds viraram sucesso instantâneo na categoria música ambiente. E pra piorar ainda mais as coisas, todo mundo que toca violão em barzinho parece que fez questão de aprender as músicas!
Resultado: basta a gente entrar em qualquer lugar que tenha MPB ao vivo pra ter uma overdose de Djavan, incluindo, claro, "Se" e seus versos finais pegajosos e de gosto duvidoso.
Enfim, as canções de Djavan acabaram virando munição infindável para aquela coisa desagradável que é a música compulsória...
Pronto, falei!

PS - O título é roubado da letra da canção "Pagã", de Chico César, lindamente cantada por Renato Braz.