domingo, 7 de março de 2010

Uma nativa da Psiulândia na terra do axé...

Então, eu adoro a Bahia! Gosto daquela orla comprida de Salvador, com aquele mar lindo e morno ali prontinho para o nosso mergulho! Sou louca por acarajé, moqueca, vatapá, caruru e ando com a minha fitinha da festa de Iemanjá no pulso.
Gosto tanto que fui passar as minhas férias de fevereiro por lá e não me arrependo nem um pouquinho. Isso entretanto, não me impede de exercer minha rabugice no território que é minha especialidade: o barulho.
Tá difícil andar pela Bahia e não ter de aguentar um carro com o som altíssimo tocando muito alto um tipo de música que jamais na minha vida eu escolheria ouvir. E isso em todos os lugares...
Felizmente, cada vez mais é possível encontrar avisos em bares de que é proibido ligar o som dos carros, mas ainda é muito maior o número de lugares em que esse tipo de falta de educação é aceito sem nenhuma restrição.
Tive experiências muito interessantes nessas andanças mais atuais pela Bahia, conhecendo algumas praias novas. Uma delas foi a Pedra do Sal, já bem no finzinho da orla de Salvador, onde tem uma barraca de praia (Barraca da Goa, indicação da @ladyrasta) em que é possível a gente ficar descansando com uma musiquinha bem baixinha e de excelente gosto, enquanto toma uma caipirinha, como um queijo coalho e dá um mergulho. Uma delícia!
Em compensação, fui a Imbassaí, uma praia maravilhosa, com rio e mar se encontrando em meio a fotogênicos coqueiros e bancos de areia. Olha a foto aí:


Não parece mesmo um paraíso? Mas isso é só porque foto não tem som, senão vocês ouviriam uma música detestável, saindo em volume muito alto de uma das barracas de praia que há ali, inviabilizando qualquer possibilidade de curtir o sossego local! Assim não dá, né?
Também fiquei injuriada com o Hotel Pestana, aquele lindão do Rio Vemelho: café da manhã com música ao vivo! Onde já se viu? O pobre do violonista se esforçando para ser simpático e todo mundo comendo suas tapiocas sem nem ligar para o coitado. E eu querendo silêncio pra curtir os quitutes e a linda vista mas sendo impossibilitada pelo Djavan cover! (Aliás, por que será que todo mundo que toca violão em barzinhos e adjacências adora tocar Djavan, hem?) Aliás, o mesmo violonista estava no bar do Hotel, na happy hour, com o mesmo repertório, com o agravante de que, nos intervalos, ia de mesa em mesa vendendo os seus cds. Deplorável!
Pra compensar, na semana que antecedeu o Carnaval, fiquei em Boipeba, outro lugar em que o sossego das praias não é perturbado por música compulsória, e adorei. Super recomendável para os rabugentos de plantão como eu! Na Pousada Santa Clara, jantar com trilha sonora diretamente do Ipod do Charles, super de bom gosto e com um volume na medida certa pra não atrapalhar o clima delicioso do lugar e nem incomodar a gente na degustação das maravilhas feitas pelo Mark na cozinha. Por mim, tirava todas as estrelas do Pestana e passava para a Pousada Santa Clara!
Enfim, foi uma viagem maravilhosa, mesmo com alguns dissabores musicais! Pra resumir, acho que dá pra uma nativa da Psiulândia, rabugenta como eu, passear pela Bahia com um mínimo de sossego: basta escolher bem os lugares a serem visitados!

3 comentários:

  1. Achei o máximo "coqueiros fotogênicos".
    Não sei, Bahia é muito calor pra mim...
    Beijito, Ana!

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  2. Adorei! Mas vc tem a foto do violonista?

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  3. Tudo de bom o seu blog. E não vi nada de ranzinza! Estou escrevendo a respeito a falta de educação na Holanda e também sobre o os vagões silenciosos. Li seu post e queria saber se posso mencioná-lo em meu post com link s tudo o mais. Deixe-me saber. Abraços,

    Daniel
    danielads400@hotmail.com

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