sábado, 11 de julho de 2009

Por onde começar?

São tantas as oportunidades de ver coisas irritantes no mundo que nem sei por onde começar. Acho que vou começar com uma implicância que já apareceu por aqui em outro post, mas só a propósito de barulho nas salas de cinema, no post de março de 2009 chamado "Pedofilia e batatas fritas". Acho que agora vou expandir o alcance da minha rabugice: comida e bebida em salas de espetáculo.
Você já teve a oportunidade de assistir a um show de Maria Bethânia, por exemplo, e no momento mais intimista do show ouvir alguém abrindo uma nova latinha de cerveja? Ou ouvir a diva cantando sua música preferida enquanto seu nariz vai aspirando irremediavelmente o cheiro das coxinhas que o garçom acabou de trazer para o seu vizinho de mesa, passando na sua frente, claro?
Eu tenho saudade de quando as salas de espetáculo se chamavam auditórios, ou seja, a gente ia lá pra ouvir, ter prazer com o sentido da audição. As casas de show mais populares de hoje parecem mais lanchonetes gigantes com preços extorsivos que trazem como brinde o show de um cantor pago com ingressos a preço de ouro.
E para ganhar mais dinheiro ainda, essas casas colocam mais mesas e cadeiras do que mandariam as regras do mínimo conforto, o que frequentemente nos coloca praticamente numa única mesa coletiva, com o prato de carpaccio do vizinho nauseando a todas outras 35 pessoas que estão ao redor dele num espaço de 2 metros quadrados.
Parece que tem uma lei escrita em alguma língua que não entendo, que associa shows a bebidas e salgadinhos e cinema a pipoca. Como já disse no outro post, estou a anos-luz da anorexia, mas não consigo pensar em comer quando vejo um filme daqueles que eu gosto ou quando assisto a um show dos meus deuses da música. Nessas horas, sou toda olhos e ouvidos e nem lembro que tenho paladar.
E volto a propor: vamos fazer um lote de adesivos com as calorias dessas comidinhas de shows e cinemas e colocar de modo bem visível nos lugares que as vendem? Tenho certeza de que as pessoas pensariam duas vezes antes de gastarem seus tostões nessas porcarias.
Que tal voltarmos ao velho programa de cinema ou show e depois jantar?

4 comentários:

  1. Nossa, ontem no banco tinha crianças brincando de esconde-esconde, enquanto trabalhávamos....Inferno! Lembrei da Psiulândia.... Mandei torpedos na tela dos meus colegas dizendo que iria invocar Santo Herodes, e foi a maior piada do dia! rrsss.. Sandra

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  2. Ana, endosso completamente tudo o que disse sobre o serviço de comidas e bebidas durante os shows nas grandes casas de espetáculo. Minha vingança é:Não frequento, não vou, ignoro e ponto!

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  3. "Fui num show, paguei R$ 200,00 no ingresso, fiquei numa mesa muito apertada com desconhecidos que bebiam e comiam o tempo todo e ainda fiquei longe do palco."

    Se alguém contasse a história acima, pareceria mentira ou piada. Mas é o que se encontra nessas casas de show. Eu desisti. Hoje, para ver um artista, só se for no teatro, onde somos poupados de parte desses incômodos.

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  4. Acho que o caminho é esse mesmo, boicote a essas casas!

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