sábado, 28 de fevereiro de 2009

A vez da petizada

Petizada, para os mais novos que podem não conhecê-la, é uma palavra meio em desuso que designa um coletivo de crianças. Eu gosto de palavas assim, meio anos 60, coisas de quem já está à beira do meio século de vida...
Mas o tema aqui não é o das palavras com teia de aranha e sim o do nível insuportável de barulho do mundo em que vivemos. E as crianças têm colaborado incansavelmente com ele, com a mais absoluta conivência e o mais despropositado incentivo dos pais.
Eu entendo que crianças estão ainda experimentando as potencialidades do seu corpo e que para fazer isso precisam ser agitadas, barulhentas, com uma energia que nos parece inesgotável e que muitas vezes me cansa só de olhar.
É preciso ter muita paciência com elas, e esta é a principal razão que me fez escolher não ter filhos. Mas eu entendo que a humanidade tem esse instinto de sobrevivência que se manifesta na vontade de procriar. Só não entendo por que as crianças devam crescer sem o estabelecimento de limites.
Em casa, se a criança resolve pular 50 vezes do sofá para o chão, gritando, para treinar seus músculos e sua voz, e a família acha que isso é razoável, eu não me importo.
Se a mesma criança decide falar alto ou gritar num lugar público, eu sempre acho que é dever dos pais colocar limites e explicar para o seu herdeiro que há pessoas ali que não acham fofinho ver alguém falando alto ou gritando, seja esse alguém de que idade for.
Algumas pessoas me chamam de rabugenta, de implicante, e me acusam de não gostar de crianças. Ao contrário, acho crianças muito bonitinhas. Só não gosto é da falta de bom senso de muitos pais que acham que criança feliz é criança sem limite.
A algazarra infantil pode ser natural, mas me irrita, sim, quando ela ocorre em lugares que não são exclusivos de crianças.
Crianças que não aprendem que gritar e falar alto em público são comportamentos reprováveis vão certamente ser os mesmos adultos que mais tarde contribuirão para tornar nosso mundo mais insuportavelmente barulhento.

7 comentários:

  1. Vc acha possível criar um lugar exclusivo de crianças acompanhadas de pais em restaurantes e afins como fazem com os fumantes etc?

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  2. Seria lindo, não acha, Moniquinha? E você gostou do post anterior?

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  3. Oi Ana! Sinceramente eu não sei se é um bom procedimento separar tanto cada tipo de comportamento, hábitos etc. Existem regras que eu aplaudo, outras que nem tanto. Qto ao post anterior, achei ótimo. Um lugar onde se deseja silêncio, ou o mínimo de barulho. Tem horas que o que queremos é silêncio, outras não. Vc então faz a sua opção. Qdo coloquei aquele comentário, não sabia das regras do vagão. rs.

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  4. Ana, obrigado por visitar meu blog e por me ter entre meus seguidores!!

    Obrigado também pq eu acabei de aprender uma gíria antiga...rs Petizada... não conhecia...rs

    Sabia que depois que li esse post, lembrei muito de você, aliás, do blog..haha.. assim que vi uma criança fazendo escândalo nas lojas americanas... Acho que têm lugares que elas podem se libertar; o shooping é um exemplo, agora, numa livraria como acontece na cultura quase todo sabado, acho uma falta de respeito da maldita mãe! Dá vontade de botar todas num forno e servir com molho dorê..haha

    Um beijooo!! =)

    PS: A idéia da Mônica é muito interessante...rs

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  5. Eu odeio falatório em excesso :)
    adorei o post e tô adorando o blog :)
    Adooooro silêncio

    beijo
    Miau

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  6. concordo plenamente, tenho dois filhotes lindos maravilhosos e q já estão na faculdade e qdo eram crianças se comportavam mto bem fosse onde fosse. A culpa é da permissividade de mtos pais q não sabe impor limites as petizadas!!! parabéns pelo texto!!!

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  7. Quando crescem, essas crianças continuam mantendo o alto volume com carros tunados com o som no último volume pela rua.

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