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Mostrando postagens com o rótulo viagens

Milagres de fevereiro

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Nos primeiros dias deste mês de fevereiro passei por algumas experiências que confirmam um dos versos de Caetano Veloso de que mais gosto: “quem é ateu e viu milagres como eu”.  Foram dias realmente miraculosos, esses dias de fevereiro na Bahia. Tudo começou quando Carmem e eu finalmente decidimos viajar para a Bahia a tempo de participar do encerramento da festa de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro. Há algum tempo planejávamos participar da festa, mas sempre algum imprevisto se apresentava. Neste ano decidimos, meio de improviso, que iríamos. Chegamos em Santo Amaro a tempo de presenciar o último dia da novena da padroeira e reconhecer o território para os eventos do dia seguinte, em que uma procissão encerraria os festejos. No dia seguinte, pela manhã, lá estávamos nós, esperando pelo primeiro evento da tradição: ver Maria Bethânia adornando a imagem de Santa Bárbara que faria parte do cortejo. Para quem não sabe, na procissão de Nossa Senhora da Purificação acontece u...

Com três mulheres, na Índia

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Terminamos agora em fevereiro uma viagem de três semanas pela Índia e pelo Nepal. Foram dias muito intensos, com experiências que nunca vamos esquecer, tenho certeza. Eu tinha muita vontade de conhecer a Índia, um desejo alimentado, no fundo, por 3 mulheres que me marcaram de alguma maneira. A primeira delas, claro, é Cecília Meireles. Para quem não sabe, ela viveu muitos anos admirando a Índia e desejando conhecer o país. Chegou até mesmo a aprender um pouco de hindi, o idioma mais oficial do país. Era grande admiradora do poeta e mestre Rabindranath Tagore, tendo inclusive traduzido um de seus livros para o português. Admirava também Gandhi, de quem escreveu uma pequena biografia. Quando o Mahatma foi assassinado, compôs uma longa elegia, lamentando sua morte. Pouco depois, recebeu um convite para ir à Índia, participar de um congresso sobre Gandhi e receber o titulo de doutora honoris-causa pela Universidade de Nova Délhi. Viajou pelo país, escrevendo crônicas para os jornais carioc...

Jaculândia

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A Silvia Oliveira (@matraqueando), do  Matraqueando  lançou o desafio no Twitter: quem nunca tirou uma foto daquelas de causar vergonha a posteriori? Ou, nas palavras dela: a famosa foto jacu . Daí, neste post  aqui , surgiu a proposta de blogagem coletiva sobre o tema. Animada, fui dar uma vasculhada nos arquivos de fotos de viagens passadas. E lá estavam elas, muitas, dezenas de fotos jacu. Talvez chegassem à casa das centenas, se eu tivesse me aplicado melhor na busca. Mas quer saber? Poder olhar o álbum e rolar de rir com as fotos ridículas é uma delícia... Então vamos lá, uma antologia dos meus melhores - piores - momentos de jacuzice. Amanhã, 15 de fevereiro, rola uma edição especial do Foto de viagem sobre o mesmo tema, no twitter (com as tags #FotodeViagem e #FotoJacu) e no Facebook (nesta página aqui ). Pretendo colocar mais fotos por lá. Apareça! Foto Jacu 1: Nunca, jamais, em tempo algum, apareça vestida de neoprene numa foto, como nesta, tirad...

Viajando pelo século XVIII

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Um grupo de 7 blogueiras decidiu essa semana fazer uma blogagem coletiva, com o tema "5 livros que marcaram nossa vida de leitoras". A Mari Campos, do blog  Pelo mundo  é uma dessas blogueiras. Lendo esse post dela, tive a ideia de escrever sobre uma relação entre literatura e viagem que pra mim sempre foi muito forte, mas sobre a qual ainda não falei. Como alguns já devem saber, sou apaixonada pela poesia de Cecília Meireles. Entre os livros que ela escreveu, está o famoso Romanceiro da Inconfidência , publicado em 1953. A ideia de escrever o livro, conta a própria Cecília, nasceu de uma viagem a Ouro Preto, no início dos anos 40, ocasião em que ela se sentiu transportada ao século XVIII. A partir daí, surgiu uma paixão que durante 10 anos a levou a pesquisar os acontecimentos da Inconfidência Mineira e escrever o livro. Minha primeira viagem às cidades históricas de Minas Gerais, portanto, nasceu já dessa relação entre Cecília e aqueles lugares. Sempre que lá estiv...

Silêncio made in Japan

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Este é o primeiro guest post da Psiulândia, e foi escrito por minha amiga Marcie (@Marcie14), autora do ótimo Abrindo o bico . Ela esteve recentemente em Tóquio e de lá mandou uma série de tweets com a hashtag #tokyorules. Como em muitos deles ela comentava a diferença entre os ruídos urbanos de Tóquio e os de Nova Iorque ou São Paulo, achei que seria o caso de pedir a ela um depoimento mais extenso sobre essas impressões. Para minha surpresa, ela não só aceitou como hoje mesmo, bem cedinho, me mandou o texto que segue. Obrigada, Marcie, rabugenta honorária da Psiulândia! Fico honrada com a sua participação por aqui. Sinta-se à vontade para outras participações! Imagine uma metrópole onde o Psiulândia não precisaria distribuir tantos psius. Uma cidade onde, na verdade, a Ana teria que inventar outro assunto para blogar. Por tudo que vi (embora infelizmente tenha visto pouco) Tóquio se encaixa perfeitamente nessa categoria.  No começo, eu não estava entendendo do que sentia ...

Pobre Tiradentes!

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Como prometi no post anterior, chegamos à segunda questão. Começo dizendo que eu tenho adoração pelas cidades históricas de Minas, principalmente por Ouro Preto, cidade que me deixa sempre emocionada. Mal começo a enxergar o Itacolomi no horizonte e já fico com os olhos cheios d'água. Ando pelas ruas imaginando tudo o que se passou por lá, olho para as casas e penso no que aquelas paredes centenárias testemunharam, enfim, sou constantemente assombrada pelos fantasmas dos séculos passados que certamente rondam por aquelas ruas. Enquanto estava lá emocionada, andando pelas ruas, encontrei, com muita frequência, carros com aqueles sons potentes, tocando música ruim em volume tão alto que ninguém consegue mais pensar em nada! Em Mariana, inclusive, no domingo, a apresentação de música barroca com violino acompanhando o maravilhoso órgão Arp Schnitger da Sé teve de ser suspensa por alguns minutos, enquanto passava pela rua um desses chatos ambulantes. Fiquei até pensando se a vibração p...

On the road!

No fim de semana passada, Carmem e eu resolvemos fazer um passeio a Mariana, em Minas Gerais, com direito a escapadas pelas vizinhanças, sobretudo a Ouro Preto. A viagem foi ótima e, em seu blog , Carmem contou todas as coisas legais que fizemos por lá. Aqui, entretanto, pra fazer jus ao espírito rabugento do blog, vou falar apenas das coisinhas que me incomodaram na viagem. São basicamente duas. Hoje falo de uma, em outro post eu falo da outra. Indo às cidades históricas de Minas, o primeiro problema é a forma de chegar lá. No nosso caso, pegamos um voo São Paulo - Belo Horizonte e de lá alugamos um carro para ir até Mariana. Saindo do Aeroporto de Confins, não existe NENHUMA placa indicativa de direção a tomar. Saímos para a direita por puro instinto. Pouco depois, a primeira placa indicava quanto faltava para chegar à "cidade"! Cidade? Qual cidade? Confins? Belo Horizonte? Brasília? Londres? Deduzimos que fosse Belo Horizonte e seguimos em frente. Por sorte, era mesmo. Pla...

Mais um capítulo da vida de viajante!

Eu admito: nasci com o termostato estragado, e sinto mais calor do que a maioria das pessoas que eu conheço. Mas juro que não entendo a aversão que muita gente tem ao ar condicionado. Então hoje decidi falar sobre eles, pensando especialmente num lugar em que eles passaram a dominar: nos ônibus intermunicipais. Sou de um tempo em que ainda se viajava de trem. Andei muito pela antiga Mogiana, entre Campinas, Amparo e Socorro. Por outras empresas ferroviárias, viajei entre Araçatuba e Lins e entre Campinas e Rio Claro. Era uma época interessante, até que os poucos trechos em que os trens ainda funcionavam começaram a ficar cada vez mais decadentes e eu aderi de vez aos ônibus, conformada. Até bem pouco tempo, a gente ainda podia abrir o janelão e ir pegando o vento na cara, como era na época dos trens. De uns tempos pra cá, parece que todas as empresas - ou pelo menos as não muito capengas - aderiram ao ar condicionado e às janelas de vidro sem possibilidade de abertura. No início, achei...

Em tempo real!

Eu tinha anunciado e garantido que este blog iria deixar de ser monotemático, mas infelizmente o destino se colocou contra mim! Vamos aos fatos! Sempre que decido viajar, passo muito tempo tentando escolher um hotel que seja limpo e confortável e que meu bolso possa pagar. Quando a viagem é para o Rio de Janeiro, essa equação é praticamente insolúvel. Já fiquei em vários hotéis por aqui, e até hoje não encontrei um sobre o qual eu pudesse dizer que me agradou em termos de conforto e de preço. Neste fim de semana, depois de outra rodada de pesquisas pela internet, decidi experimentar o Golden Park, que fica numa pracinha simpática ao lado do hotel Glória. O preço é alto, pelo serviço oferecido, mas nada que destoe dos preços extorsivos de hotéis no Rio. O clima de decadência tambem é típico dos hotéis pagáveis daqui, com aquele cheirinho de mofo característico de hotéis decadentes à beira-mar. Já estava me conformando e me acostumando com essas coisas, mas hoje, ao chegar no hotel para ...

Mais uma aventura noturna

Um post rapidinho, só pra atualizar como anda a minha vida com os celulares... Mais uma viagem noturna, e mais uma experiência a bordo que só posso definir como bizarra. Tudo começou já de forma atrapalhada: tinha uma moça sentada no meu lugar, carregando uma caixa com um animado cachorrinho. Enquanto esperava a garota que embarcava os passageiros acabar sua tarefa para poder resolver a minha questão de assento ocupado, observei que vários ex-presidiários estavam embarcando. Fiquei já imaginando como a viagem seria animada... Problema do assento resolvido (a errada era a moça do cachorrinho), durante a primeira meia hora da viagem houve um pouco de tumulto a bordo, com os egressos do presídio fazendo um pouco de algazarra, como eu previra. Para minha surpresa, entretanto, logo ficaram quietinhos e dormiram. Fiz o mesmo, pensando que enfim a humanidade tinha salvação. Estava enganada... O ônibus estava um pouco atrasado e, quando faltava ainda cerca de uma hora para chegar em São Paulo,...

Sinfonia de pardais eletrônicos na madrugada.

Sim, mais uma vez passei a noite a bordo de um ônibus, vindo para São Paulo, numa viagem de quase 450 quilômetros. Trabalhei muito o dia todo e uma sexta-feira agitada me esperava na capital. Precisava dormir bem, portanto. Depois dos quilômetros iniciais, em que a euforia sempre leva alguns a conversar com o passageiro mais próximo ou com alguém num celular, aos poucos todos foram se aquietando e começando a dormir. Ou quase todos, pelo menos. Depois de 3 horas de viagem, a primeira parada chegou. Eu dormia profundamente e assim continuei, ou, pelo menos, tentei continuar, mesmo em meio à agitação do sobe e desce de gente do ônibus, cheiro de coxinha a bordo, saquinhos plásticos rangendo etc. Mas sobre isso acho que já falei em outro post em que comentava viagens noturnas em ônibus, e neste eu quero falar de outra coisa. Depois da parada, consegui pegar no sono de novo. Quando faltava mais ou menos uma hora para chegar em São Paulo, comecei a ouvir um barulhinho assim: Era repetido a ...

Bye, bye, Íris Lettieri!

Li na internet ( http://migre.me/loH ) nesta semana a informação de que a Infraero decidiu acabar com os avisos sonoros em aeroportos. Aliás, dizem eles que desde outubro de 2008 as chamadas estão suspensas, mas que alguns aeroportos não estão cumprindo a nova regra. É o caso dos aeroportos do Rio de Janeiro, onde, há 32 anos, a voz de Íris Lettieri anuncia "Passageiros do vôo 3854 com destino a Nova Iorque, embarque no portão 23". O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) já anunciou que não tem data marcada para interromper esse serviço. Ainda segundo a Infraero, "a medida irá reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento". Louvável motivação, mas será que esses anúncios são tão inconvenientes assim? O diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, Ronaldo Jenkins, é contra. Ele afirma: "Há ainda a questão psicológica. Uma voz como a da Íris Lettieri acalma o passageiro. Não se pode e...

Viajando em silêncio - Parte 2

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Resolvi escrever este segundo post por dois motivos: o primeiro foi que, depois de ter feito a postagem, pouco antes de descer do trem, vi um cartaz com a explicação das normas de funcionamento do vagão silencioso. Aí vai ele: Transcrevendo em português, numa tradução livre, pra facilitar, já que a qualidade da foto é meio duvidosa: Proibido o uso de telefones celulares neste vagão. Por favor vá para o vestíbulo, no final do vagão, para falar ao telefone. Use todos os equipamentos eletrônicos em modo silencioso. Se você deseja conversar com seu companheiro de viagem, por favor faça-o baixinho e com consideração pelos outros. Por favor, observe estas regras simples para manter em silêncio nosso vagão silencioso. É mesmo bem simples e é bem fácil obedecer a essas regras, não acham? E aqui chegamos à segunda razão para a existência desse segundo post: um dos comentários ao post anterior. Nele, minha amiga Monica dizia: "Seria um vagão para meditar? Sinceramente, não sei se essa seria...

Viajando em silêncio!

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Escrevo este post a bordo de um trem da National Express entre Glasgow e Londres. Tem internet wi-fi grátis para os passageiros, mas isto apenas não seria suficiente para fazer com que essa rede britânica de trens fosse incluída aqui. O que me fez decidir escrever este post foi um pequeno aviso que li no vagão imediatamente anterior àquele em que eu viajaria: Um vagão inteiro em que o silêncio impera! Eletrônicos com seus apitos e campainhas estão banidos de lá! Se eu soubesse que existia esse tipo de serviço, teria escolhido aquele vagão para viajar... Este meu lugar a bordo também não é barulhento, mas já fui obrigada a ouvir um daqueles toques infernalmente estridentes de celular, a conversa toda que se seguiu ao toque e ainda o alegre tagarelar de duas crianças educadas porém conversadeiras que estão aqui no mesmo vagão. Um dia teremos opções assim no Brasil? Eu adoraria viajar no setor silencioso de ônibus, trens e aviões...

Bodleian Library

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A Bodleian Library é a principal biblioteca de pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra. É um prédio lindo, onde ela funciona desde 1602: é uma das mais antigas da Europa. Ela também funciona como um dos centros de depósito legal de obras, na Inglaterra, como a nossa Biblioteca Nacional. Vai aí uma foto, cortesia do site da National Geographic : Estive lá, de passagem, nesse tour de universidades que estou fazendo aqui no Reino Unido. Infelizmente não pude visitar internamente a biblioteca, por causa do tempo escasso que eu tinha, mas descobri que o prédio mais antigo da biblioteca é o da Divinity School, ainda do século XV, que tem um teto muito bonito e que foi usado como uma das locações para os filmes do Harry Potter. Também consegui visitar a loja de souvenirs da biblioteca, que estava aberta na manhã em que eu já ia embora. E aqui chegamos à razão de eu ter incluído a Bodleian no blog: há toda uma linha de produtos à venda, com o slogan mais famoso da biblioteca: "S...

Uma praga útil chamada celular - parte III

Pensei que já estivesse encerrada a minha longa lista de reclamações contra o celular, mas uma viagem de trem pela Europa, onde estou agora, me fez lembrar de mais uma forma irritante de usar esse aparelhinho tão útil: como rádio de pilha, sem fones de ouvido! Não sei se já repararam, mas os novos celulares têm vindo com alto-falantes bem potentes que, imagino, foram pensados para facilitar o uso do viva-voz: no carro podem ser bem úteis. Acontece que as pessoas perceberam que aquele alto-falante pode servir pra ouvir as músicas que estão na memória do telefone, dispensando os fones de ouvido. Pronto, acabou o sossego dos que gostam de silêncio! Já vi uma garota de pé, num carrinho de bagagem de aeroporto, dançando ao som do seu detestável celular, enquanto esperava a mala na esteira! Conseguem imaginar a cena? E no trem, semana passada, um cara foi ouvindo rap a viagem inteira, com aquela batida monótona pra todo mundo ouvir! E ninguém fez nada... Eu, como estou de férias, fiz de cont...