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Mostrando postagens com o rótulo Som amp; Silêncio

Ensaio final

Morreu hoje Fernando Faro, que foi, entre outras coisas, o criador do programa "Ensaio", em que entrevistava, de forma pouco ortodoxa, nomes da música popular brasileira. Essa adjetivação do formato como pouco ortodoxo se deve ao fato de que o entrevistador nunca era visto ou ouvido. Somente apareciam na tela da tv os artistas em questão. Quando assisti ao programa pela primeira vez, fiquei espantada com aqueles longos silêncios, ilustrados por detalhes em close do artista entrevistado: rosto, mãos, olhos. Eles pareciam concentrados, ouvindo uma pergunta, mas nós, espectadores, nunca a ouvíamos. Só tínhamos uma ideia da questão feita ao ouvir a resposta. Era intrigante - e delicioso, confesso. Hoje, com a partida do idealizador do "Ensaio", encontrei duas referências a depoimentos dele sobre sua opção por esse formato.  Numa delas, afirma: "O meu vocabulário de TV tem a pausa, o silêncio" (frase dita num especial sobre ele, na própria TV Cultura). Quanta o...

A hora e a vez de Naná

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Claro que desde muito cedo aprendi a reconhecer aquele nome nos discos de muita gente: Naná Vasconcelos era sempre garantia de uma percussão marcante e surpreendente. Mas foi só em 2004 que eu finalmente pude vê-lo ao vivo, num show inesquecível no Sesc Pompéia, "Isso vai dar repercussão". Naná tocou de tudo e arrasou. As fotos desse dia estão ruins, mas aqui vão duas: Depois disso, só voltei a ver Naná pessoalmente no show do Prêmio da Música Brasileira, em Recife, no início de dezembro do ano passado. Logo ao chegar, encontrei o músico retirando seu ingresso, e fiquei tão feliz que pedi para tirar uma foto com ele:   Ele assistiu ao show todo bem ao meu lado:   E foi emocionante quando, durante a apresentação de João Bosco, os percussionistas se aproximaram da beirada do palco para fazer uma homenagem pra ele:   Nesse dia, tivemos a sorte de poder entrar nos bastidores e acompanhar os encontros pós-show. Tirei algumas fotos de Naná se encontrando com os colegas: (Com Zé...

Menos barulho no ano novo

Estamos nos últimos dias de 2015, ano que trouxe tantas surpresas, ruins para uns, boas para outros. Para mim, ele teve momentos difíceis, mas pelo menos me trouxe algo que eu almejava há muito: a aposentadoria. Não posso, portanto, me queixar muito. Nesses dias finais de cada ano, além de fazer o balanço do passado, também costumamos fazer projeções para o futuro, seja na forma de desejos seja na de resoluções. Dentro desse espírito, Fernanda Young publicou, há poucos dias, um texto sobre o que não fazer em 2016, para que ele seja um ano melhor que 2015. Pra quem quiser conhecer na íntegra o que ela escreveu, é só clicar  aqui . Gostei de quase tudo na postagem, mas um trecho me tocou mais, por ter tudo a ver com as origens deste blog:   "Não fazer barulhos que atrapalhem a vida dos outros. Nosso mundo anda muito barulhento, cultive um pouco de silêncio."   Faço dessas palavras o meu voto para 2016: por um ano menos barulhento. Menos gritaria, menos música compulsória invad...

Como ouvir música em silêncio

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(Pela segunda vez temos um guest post da Marcie do Abrindo o bico  aqui na Psiulândia. Obrigada, Marcie, a gente adora! Volte sempre!) Qui nem qui a dona do blog que mais uma vez gentilmente me hospeda, eu também não gosto de barulho. De qualquer intensidade que seja: barulho, barulhinho ou barulhão. Sou rabugenta e reclamo muito (deu pra entender porque somos amigas? ;-). E é em nome dessa afinidade que volto a escrever aqui. Pra contar uma coisa que talvez não seja tão novidade assim, mas que muita gente ainda desconhece. Eu, por exemplo, só ouvi falar há pouco mais de um mês. E isso por causa do evento Midsummer Night Swing do Lincoln Center. Como a cidade tem regras muito rigorosas para garantir o sossego público, muitos dos eventos musicais de verão (que acontecem ao ar livre) têm que terminar às 10 da noite. O que fez o Lincoln Center? A mesma coisa que várias outros eventos estão praticando já há algum tempo: o silent dance ou silent disco ou silent party, dependendo de qual se...

Silêncio tá na moda

Eu comentei aqui outro dia o novo cd da Ceumar, "Silencia". Aliás, só pra lembrar, o disco tá liberado pra download grátis no site dela, é só clicar aqui . Depois disso, fiquei sabendo que o Renato Braz, com aquela voz maravilhosa, estava gravando um cd de homenagem a João Gilberto, chamado "Silêncio". O mesmo Renato lançou também um filme sobre João Gilberto, chamado "Ensaio sobre o silêncio". Pra quem quiser ver o trailer, tem no final do post. E pra terminar, recebi da Carmem a notícia de um espetáculo de dança do Núcleo Mirada, chamado "Cala", resultado de "estudos sobre o silêncio". No Catraca Livre tem uma notícia sobre as apresentações, que são grátis e acontecem neste mês de setembro. Então, com tudo isso, parece bem evidente que tá na moda ficar quietinho, escutando o silêncio, pra aprender a viver melhor. Vamos nessa? O mundo agradece. E os nossos ouvidos também!   [embed]http://youtu.be/q7RNJ7rr8_o[/embed]

Botões por um mundo melhor

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Eu sei que já reclamei muito aqui de celulares inconvenientes. Mas quero falar mais um pouquinho sobre eles. E sobre alguns outros eletrônicos também. Quando eu compro um trequinho eletrônico novo, a primeira coisa que faço é configurá-lo para ficar do jeitinho que eu gosto. Não é preciso muito esforço pra saber como é esse jeitinho que eu prefiro, né? A primeira coisa que faço é ensinar ao novo celular, novo tablet, nova câmera como desempenhar suas funções com o mínimo de ruído possível. Claro que não dá pra manter o celular o tempo todo no silencioso. Mas dá, por exemplo, pra tirar os sons de teclado. Já ajuda bem! É muito irritante, num lugar silencioso, ouvir aqueles sons de teclinhas sendo apertadas num celular ou num tablet. Sem esses ruídos, dá pra mandar um sms ou conversar pelo whatsapp discretamente, sem incomodar o ouvido de ninguém, até numa igreja... Joguinhos eletrônicos também podem ser usados sem som, gente! Tem coisa mais irritante que alguém jogando ao seu lado, num ...

Silenciando

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  Alguém que faz da música sua profissão pede silêncio? Pois sim: "Silencia" é o título do novo cd da querida Ceumar. Isso mesmo, ela escolheu esse verbo assim flexionado, que pode tanto significar o presente do indicativo como - na versão que prefiro - uma conjugação imperativa que nos convida a ficar quietinhos. Nesse mundo barulhento em que vivemos, Ceumar nos convida a silenciar e ouvir "o que esse silêncio tem a dizer". E entre as coisas que esse silêncio nos dirá, certamente estarão as canções do cd, calmas, alegres, chegando aos nossos ouvidos sem estridências e efeitos sintéticos. Vale demais ouvir. E olha, dá pra baixar de graça, na página da própria Ceumar:  http://ceumar.com.br . Corre lá! Na avaliação de Psiulândia, "Silencia" ganha o selo mais positivo:      

Minha cidade natal

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Quando eu era adolescente, fiz certa vez um poema-piada com a cidade onde nasci, chamada Socorro: "Só corro / da minha cidade natal". A piada serviu mais para provocar meu pai que, como eu, tinha nascido ali. Mas, ao contrário dele, eu praticamente não morei lá, já que meus pais se mudaram da cidade quando eu ainda era bebê. Quando meu pai se aposentou, minha mãe e ele foram moram lá, de novo. Minha mãe, hoje viúva, continua na mesma casa onde meu pai nasceu, uma daquelas casas antigas, com as janelas dos quartos praticamente na calçada. Quando vou visitar minha mãe, acho que fica mais claro porque criei esta Psiulândia: acho que não há lugar mais barulhento na face da terra do que Socorro. Mas devo confessar que Socorro se supera a cada visita. Para provar, conto algumas ocorrências deste último fim de semana. Cheguei lá na hora do almoço, no sábado. Logo no início da tarde, minha mãe e eu fomos surpreendidas com a passagem de um gigantesco trio elétrico na frente de casa. O...

Silêncio, hospital.

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Aposto que a imagem acima (ou variações mais modernas dela) já é bem conhecida por todos nós. A enfermeira pedindo silêncio no hospital, para permitir o repouso dos pacientes, é uma figura tão clássica que acredito que seja das primeiras imagens que nos vêm à memória quando pensamos em alguma situação que exija silêncio. No presente, entretanto, parece que a associação entre silêncio e hospital anda problemática. E não falo apenas dos escapamentos barulhentos e buzinas ensandecidas dos veículos que passam ao lado desses locais. Tive a triste experiência de acompanhar minha mãe numa internação, num bem conceituado e antigo hospital de São Paulo, e pude constatar que o repouso dos doentes é a última das preocupações, inclusive -e principalmente - do corpo de enfermagem. O quarto que minha mãe ocupou, para nosso azar, ficava exatamente em frente ao posto da enfermagem naquele andar. A noite que passei ali foi praticamente sem dormir, porque a conversa animada dos funcionários do hospital ...

Efeitos colaterais

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Já faz algum tempo, publiquei um post ( Há bens que vêm para o mal? ) sobre o tema de como as calçadas novas da Avenida Paulista acabaram tendo um efeito colateral indesejado: skatistas, patinadores e ciclistas viram naquele piso lisinho o cenário perfeito para treinar manobras arriscadas em meio aos inúmeros pedestres que caminham sempre por ali. Uma situação perigosa que até agora não recebeu nenhuma atenção da prefeitura. Mas tem uma outra situação que, para mim, é bastante complicada e que, segundo meu ponto de vista, também nasceu de uma ideia boa. Aliás, de duas ideias boas. Explico melhor. Nos últimos anos, vêm prosperando as leis que proíbem fumar em lugares fechados. Nossos pulmões de não fumantes (ou de ex-fumantes, no meu caso) agradecem. Só que nada foi feito para resolver o que fazer com os fumantes, expulsos dos restaurantes e bares. Ficaram relegados às calçadas, às ruas, que se transformaram todas em fumódromos improvisados. Acontece que beber ou comer num espaço intern...

De vidas e clubes

É, eu vou falar de novo de celulares. Mas dessa vez vou falar de uma família específica de celulares: os que funcionam por rádio. Você já deve ter visto muitos por aí. Do ponto de vista visual, é fácil reconhecer: o usuário geralmente usa o celular em posição perpendicular ao rosto, alternando entre a boca e a orelha. Nos outros tipos de celular, geralmente o aparelho fica parado, colado ao rosto. É fácil perceber a diferença. Mas o aspecto mais evidente da diferença entre os dois tipos de celulares é o sonoro: os que funcionam por rádio geralmente são usados no viva-voz,  com uma campainha que toca cada vez que vai haver alguma alternância na vez de quem fala. Em suma, uma barulheira, com gente falando de lá e de cá e as campainhas marcando cada mudança de falante. Eu sempre acho desagradável ouvir conversas alheias quando as pessoas falam em público nos celulares. No caso desses, o constrangimento é ainda maior, porque a gente ouve os dois lados da conversa, graças ao viva-voz. Priva...

Liberdade, essa palavra...

Já tem algum tempo que eu estou matutando sobre esta postagem, mas parece que nunca consigo colocá-la online. Hoje eu decidi que finalmente chegou o dia. Começo contando um caso ocorrido - mais uma vez - num ônibus. Eu estava fazendo uma viagem de trabalho entre São Paulo e Araraquara. Já a bordo, começo a ouvir aqueles desagradáveis ruídos de um desses celulares que funcionam por rádio. No caso desses aparelhos infernais, a gente tem de ouvir periodicamente um som de campainha que sinaliza de quem é a vez de falar. Além disso, quase todo mundo que eu conheço que tem um celular desses deixa o dito cujo funcionando no viva-voz. Ou seja, é uma verdadeira orquestra composta por pelo menos 3 instrumentos: a voz de quem está ao seu lado, a voz da pessoa com quem ele fala e a maldita campainha alternando entre um e outro. Dentro de um ônibus, essa combinação pode levar qualquer um à loucura. Por causa disso, e por causa da longa conversa que vinha sendo obrigada a testemunhar, comecei a lanç...

De volta...

Olha eu aqui de novo! Minha vida deu umas reviravoltas nos últimos meses, então Psiulândia ficou mais em silêncio do que de costume. Mas vamos ver se volto a uma periodicidade mais razoável nas postagens! Pra inaugurar essa nova fase, começo contando que me mudei pra Santos. Cansei daquela vida no interior, numa cidade árida, que pouco tinha a ver comigo. Vim morar na Ponta da Praia, um pouco mais distante do pontos mais muvucados da orla santista, pra tentar ter ao mesmo tempo uma vista bonita na janela, se possível sem muito barulho. A vista que tenho é cinematográfica. Adoro ficar assistindo ao vai e vem dos navios entrando e saindo do porto (mesmo quando eles apitam aqui em frente). É bom ver também as coloridas canoas havaianas que passam todas as manhãs, os pescadores que todos os dias se colocam no pier com suas varas mesmo sem muito sucesso... Tem até uma tartaruga marinha que de vez em quando me aparece aqui em frente! Uma coisa, entretanto, anda me aborrecendo: não sei que at...

Educação & barbárie.

Há algum tempo, publiquei aqui mesmo neste blog, um post  sobre como a presença de uma faculdade nas proximidades do terminal Barra Funda estava transformando negativamente o local, com a proliferação de bares, excesso de carros, superlotação do Terminal etc. Naquele texto, eu dizia que, segundo meu ponto de vista, não era à toa que os empresários da educação superior em São Paulo procuravam montar seus câmpus na proximidade de estações de metrô, para facilitar o acesso dos alunos às salas de aula, mas sem nenhum planejamento, gerando apenas uma superlotação nos transportes daquela região. O transporte público a serviço do lucro privado, sem nenhuma espécie de contrapartida dos empresários para melhorar o entorno de seus câmpus. Pois bem, quando estou em São Paulo, moro bem ao lado de uma estação de metrô, a Paraíso. Acompanhei, pela janela do apartamento, a construção de dois enormes prédios de uma dessas faculdades particulares. Dá pra ver daqui as salas de aula em funcionamento, ago...

Silêncio made in Japan

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Este é o primeiro guest post da Psiulândia, e foi escrito por minha amiga Marcie (@Marcie14), autora do ótimo Abrindo o bico . Ela esteve recentemente em Tóquio e de lá mandou uma série de tweets com a hashtag #tokyorules. Como em muitos deles ela comentava a diferença entre os ruídos urbanos de Tóquio e os de Nova Iorque ou São Paulo, achei que seria o caso de pedir a ela um depoimento mais extenso sobre essas impressões. Para minha surpresa, ela não só aceitou como hoje mesmo, bem cedinho, me mandou o texto que segue. Obrigada, Marcie, rabugenta honorária da Psiulândia! Fico honrada com a sua participação por aqui. Sinta-se à vontade para outras participações!   Imagine uma metrópole onde o Psiulândia não precisaria distribuir tantos psius. Uma cidade onde, na verdade, a Ana teria que inventar outro assunto para blogar. Por tudo que vi (embora infelizmente tenha visto pouco) Tóquio se encaixa perfeitamente nessa categoria.  No começo, eu não estava entendendo do que sentia falta. Até...

Cinéfilos ranzinzas, a postos!

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Bem escondidinho, ao lado da escada que leva ao restaurante, o pessoal responsável pelas salas de cinema do Reserva Cultural colocou um totem discreto. Chegando mais perto, a gente vê que se trata de uma maquininha encarregada de coletar informações dos frequentadores sobre o local. Tentei tirar uma foto, mas com celular, naquele lugar meio escuro, ficou péssima. Em todo o caso, coloco aqui pra ver se dá pra ter uma ideia da tela que aparece: Chamo a atenção para as duas últimas questões. Como a parte inferior da foto está pior, transcrevo aqui: 4. Qual é a sua opinião em relação à venda de pipocas na Reserva Cultural? a. Sou a favorb. Indiferentec. Sou contra 5. A venda de pipocas na Reserva Cultural influenciaria em suas vindas a Reserva Cultural? a. Sim, aumentariab. Nãoc. Sim, diminuiria Por um lado, eu adorei a pesquisa, achei uma excelente demonstração de respeito ao cliente. Por outro, fiquei preocupada: e se os pipoqueiros ganharem? Vai para o brejo meu último refúgio quase à p...

Aboios de Djavan

Eu ainda estava na faculdade quando fui ver um show do Djavan pela primeira vez. Achei lindo. Muitos anos e doses de rabugice depois, peguei uma birra dele que só vendo. Tudo começou quando ele teve a péssima idéia de escrever uma canção chamada "Se", lançada no disco "Coisa de acender", de 1992. Pra quem não tá ligando o nome à letra, basta citar os versos finais: " Mais fácil aprender japonês em braille / do que você decidir se dá ou não". Na minha opinião, esses dois versos são de péssimo gosto, machistas pra valer. Estão entre as piores coisas da nossa MPB, que já conheceu momentos muito melhores, incluindo algumas canções do próprio Djavan. Mas o pior ainda estava por vir: no final da década de 90, Djavan lançou um par de cds ao vivo, retomando sua obra em versão voz e violão. Pronto, era o que faltava: os dois cds viraram sucesso instantâneo na categoria música ambiente. E pra piorar ainda mais as coisas, todo mundo que toca violão em barzinho parece...

Psiulândia nas eleições

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Um amigo meu tem um blog chamado No centro das minhas atenções e outro dia ele escreveu um post sobre critérios para não votar em candidatos nessas eleições. Pra quem quiser conhecer o post dele na íntegra, é só clicar aqui . Concordo com ele em praticamente tudo, mas acho que eu resumiria minhas restrições a três, que considero mais graves: 1. Candidato que faz propaganda com carro de som pela rua. Onde eu moro tem alguns candidatos locais que contratam carros para ficar rodando por cada bairro o dia todo. Eu anoto bem direitinho o número deles, só pra ter o cuidado de NÃO votar neles e ainda fazer propaganda contra. 2. Candidato que usa o ridículo recurso de ligar pra casa da gente com aquelas gravações. Será que algum deles realmente pensa que ganha voto assim? Ligações em horas inconvenientes, recados gravados nas caixas postais... Tem candidato que não se toca mesmo! 3. Candidato que manda e-mails ou me adiciona nas redes sociais pra fazer propaganda eleitoral. Denuncio como spam,...

Barulhão bão!

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Neste último domingo, assisti pela primeira vez a um espetáculo do grupo inglês Stomp, e fiquei maravilhada. Pra quem não conhece, basta dar uma googlada nesse nome e se divertir. Tem até filmes no YouTube. São eles também que aparecem numa das propagandas do sistema Dolby de som, nos cinemas. Ficaram famosos fazendo música com latões de lixo presos aos pés, como nesta imagem:   Os caras são bons demais e provam que é possível fazer música com tudo o que consideramos lixo e sucata. Nas mãos - e pés - deles, latões de lixo, placas de trânsito, caixinhas de fósforo, copos de refrigerante, jornal, saco plástico, o próprio corpo, tudo vira instrumento. Para quem é assim tão rabugenta com o mundo barulhento em que vivemos, foi um alívio assistir àquela apresentação. Durante o espetáculo, me lembrei muito de um percussionista brasileiro chamado Loop B, a quem, em abril do ano passado, mencionei num post aqui sobre sacos plásticos. Ele faz um trabalho semelhante ao do Stomp, tirando música de...

Pobre Tiradentes!

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Como prometi no post anterior, chegamos à segunda questão. Começo dizendo que eu tenho adoração pelas cidades históricas de Minas, principalmente por Ouro Preto, cidade que me deixa sempre emocionada. Mal começo a enxergar o Itacolomi no horizonte e já fico com os olhos cheios d'água. Ando pelas ruas imaginando tudo o que se passou por lá, olho para as casas e penso no que aquelas paredes centenárias testemunharam, enfim, sou constantemente assombrada pelos fantasmas dos séculos passados que certamente rondam por aquelas ruas. Enquanto estava lá emocionada, andando pelas ruas, encontrei, com muita frequência, carros com aqueles sons potentes, tocando música ruim em volume tão alto que ninguém consegue mais pensar em nada! Em Mariana, inclusive, no domingo, a apresentação de música barroca com violino acompanhando o maravilhoso órgão Arp Schnitger da Sé teve de ser suspensa por alguns minutos, enquanto passava pela rua um desses chatos ambulantes. Fiquei até pensando se a vibração p...