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Assim caminha a humanidade...

Vi uma matéria publicada hoje no Estadão (o link está aqui ), anunciando que as queixas sobre barulho feitas ao 190 da Polícia Militar cresceram 226% de 2006 a 2010. A equipe do jornal acompanhou o trabalho da PM numa noite de sexta-feira fria: foram 448 chamados ao 190 por causa de barulho. Segundo a matéria, em noites de calor esse número sobe de modo significativo. Durante a semana, a média é de 392 casos, crescendo para 1.118 de sexta-feira a domingo. As ocorrências são motivadas por festas, bebedeiras, rezas, cantorias e rojões e geralmente ocorrem nos bairros mais periféricos. Segundo a PM, nos bairros mais centrais, os problemas maiores são com igrejas e bares, mas os vizinhos mais "escolados" já apelam direto ao Psiu. A PM acaba ficando responsável pelas ocorrências mais periféricas e eventuais: "Multar bares com alvará é fácil. Agora, como fechar uma festa na periferia ou um boteco sem alvará?", diz o Major Ulisses Puosso, comandante do Copom. Os casos narr...

Psiu renascendo!

A morte do Psiu repercutiu bastante por aí. Entre várias manifestações, houve até um editorial da Folha de São Paulo no dia 19 de março criticando muito as alterações na lei. Vejam só o primeiro parágrafo, que primor: São Paulo caminha para tornar-se inabitável, como tantas metrópoles de países sem tradição de planejamento urbano. Não precisa de vereadores para agravar o desconforto dos moradores, como se esmeram em fazer seus representantes eleitos. O último acinte da Câmara Municipal foi o retrocesso na chamada Lei do Psiu, que tornará mais difícil a fiscalização do barulho na capital. Eu gostei da classificação da aprovação da lei como "acinte". Eu também considerei assim. E no final, o texto explicita um ponto da nova lei que eu não tinha entendido: na verdade, é preciso levar o dono do estabelecimento infrator até o local de onde partiu a denúncia, para testemunhar a checagem do nível de ruído. Ou seja, se eu denunciar, terei de receber, em minha casa, junto com os fisc...

Nota de falecimento

Faleceu neste dia 17 do mês de março o Programa de Silêncio Urbano (Psiu), da Prefeitura de São Paulo. A morte ocorreu no momento em que foi publicada no Diário Oficial o texto da lei 15.133, que reduz as multas aos estabelecimentos barulhentos e ainda condiciona a fiscalização à presença do denunciante, do denunciado e de testemunhas. Agora me digam: quantos se dispõem a estar presentes, mostrando a cara, no momento da fiscalização, sabendo que, depois da partida dos fiscais do Psiu, podem ficar à disposição do denunciado, para sofrer retaliações? Essa vulnerabilidade fica ainda agravada pelo fato de que geralmente quem denuncia é quem sofre com a barulheira, ou seja, os vizinhos... Quem gostaria de se colocar nessa posição desconfortável de saber que o dono do estabelecimento vizinho pode estar preparando uma vingança contra você? Quem vai garantir a segurança do denunciante e das testemunhas? Vai haver um serviço municipal de proteção aos denunciantes e às testemunhas? Claro que não...

Dia do silêncio

Minha amiga Drika me avisou pelo Twitter: 7 de maio é o Dia do Silêncio. E foi ontem! Alguém notou? Eu não... Andei pesquisando pela internet a origem da data, mas não consegui descobrir nada. Achei uma matéria sobre ele no site da Prefeitura de São Paulo, inclusive com informações sobre o Psiu ( http://www2.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ouvidoria/2007/05/0001 ), mas ainda sem a explicação que eu procurava. Mais tarde, dei de cara com o Jornal da Tarde, numa banca de revista, trazendo na capa a manchete: "Ex-chefe do Psiu: há bares e igrejas intocáveis em SP". Comprei, é claro! Ali o ex-chefe do Psiu, o coronel reformado Fernando Coscioni, denuncia que teria sido levado a se demitir, antes que fosse exonerado, porque seu trabalho estaria incomodando alguns políticos, que inclusive pressionaram o Psiu para reabrir alguns locais fechados pela fiscalização. Ele diz que alguns bares de Pinheiros, as casas de Lilian Gonçalves (Rede Biroska), e o Teatro dos Parlapatões seriam ...