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Casa 22: Santos (a casa definitiva)

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Desde a primeira vez que vi o mar, quando eu já estava quase entrando na adolescência, tive o sonho de morar perto dele.  Talvez tenha sido por isso que o quadro "Rooms by the sea", do Edward Hopper, tenha sempre me impressionado tanto. Essa vontade me levou a prometer a mim mesma que, quando me aposentasse, iria morar junto do mar. Mas nunca sonhei com uma casinha numa aldeia de pescadores, meu imaginário sempre foi mais urbano: queria um apartamento numa grande cidade, junto do mar e, de preferência, perto de São Paulo. Assim, Santos foi praticamente uma escolha inevitável. Ao contrário de muita gente, eu só conheci Santos depois de adulta. Minhas férias na praia, quando criança, dividiam-se entre Peruíbe e Iguape. Meu pai não gostava de cidades grandes. Uma vez, logo que comprou seu primeiro carro, ele tentou nos levar a Santos, mas desistiu ao chegar em São Paulo. Frustração! Por causa dessa ausência de vínculos familiares ou históricos com a cidade, muita gente estranha ...

De volta...

Olha eu aqui de novo! Minha vida deu umas reviravoltas nos últimos meses, então Psiulândia ficou mais em silêncio do que de costume. Mas vamos ver se volto a uma periodicidade mais razoável nas postagens! Pra inaugurar essa nova fase, começo contando que me mudei pra Santos. Cansei daquela vida no interior, numa cidade árida, que pouco tinha a ver comigo. Vim morar na Ponta da Praia, um pouco mais distante do pontos mais muvucados da orla santista, pra tentar ter ao mesmo tempo uma vista bonita na janela, se possível sem muito barulho. A vista que tenho é cinematográfica. Adoro ficar assistindo ao vai e vem dos navios entrando e saindo do porto (mesmo quando eles apitam aqui em frente). É bom ver também as coloridas canoas havaianas que passam todas as manhãs, os pescadores que todos os dias se colocam no pier com suas varas mesmo sem muito sucesso... Tem até uma tartaruga marinha que de vez em quando me aparece aqui em frente! Uma coisa, entretanto, anda me aborrecendo: não sei qu...