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Mostrando postagens com o rótulo poluição sonora

Botões por um mundo melhor

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Eu sei que já reclamei muito aqui de celulares inconvenientes. Mas quero falar mais um pouquinho sobre eles. E sobre alguns outros eletrônicos também. Quando eu compro um trequinho eletrônico novo, a primeira coisa que faço é configurá-lo para ficar do jeitinho que eu gosto. Não é preciso muito esforço pra saber como é esse jeitinho que eu prefiro, né? A primeira coisa que faço é ensinar ao novo celular, novo tablet, nova câmera como desempenhar suas funções com o mínimo de ruído possível. Claro que não dá pra manter o celular o tempo todo no silencioso. Mas dá, por exemplo, pra tirar os sons de teclado. Já ajuda bem! É muito irritante, num lugar silencioso, ouvir aqueles sons de teclinhas sendo apertadas num celular ou num tablet. Sem esses ruídos, dá pra mandar um sms ou conversar pelo whatsapp discretamente, sem incomodar o ouvido de ninguém, até numa igreja... Joguinhos eletrônicos também podem ser usados sem som, gente! Tem coisa mais irritante que alguém jogando ao seu lado, num ...

De vidas e clubes

É, eu vou falar de novo de celulares. Mas dessa vez vou falar de uma família específica de celulares: os que funcionam por rádio. Você já deve ter visto muitos por aí. Do ponto de vista visual, é fácil reconhecer: o usuário geralmente usa o celular em posição perpendicular ao rosto, alternando entre a boca e a orelha. Nos outros tipos de celular, geralmente o aparelho fica parado, colado ao rosto. É fácil perceber a diferença. Mas o aspecto mais evidente da diferença entre os dois tipos de celulares é o sonoro: os que funcionam por rádio geralmente são usados no viva-voz,  com uma campainha que toca cada vez que vai haver alguma alternância na vez de quem fala. Em suma, uma barulheira, com gente falando de lá e de cá e as campainhas marcando cada mudança de falante. Eu sempre acho desagradável ouvir conversas alheias quando as pessoas falam em público nos celulares. No caso desses, o constrangimento é ainda maior, porque a gente ouve os dois lados da conversa, graças ao viva-voz...

Silêncio made in Japan

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Este é o primeiro guest post da Psiulândia, e foi escrito por minha amiga Marcie (@Marcie14), autora do ótimo Abrindo o bico . Ela esteve recentemente em Tóquio e de lá mandou uma série de tweets com a hashtag #tokyorules. Como em muitos deles ela comentava a diferença entre os ruídos urbanos de Tóquio e os de Nova Iorque ou São Paulo, achei que seria o caso de pedir a ela um depoimento mais extenso sobre essas impressões. Para minha surpresa, ela não só aceitou como hoje mesmo, bem cedinho, me mandou o texto que segue. Obrigada, Marcie, rabugenta honorária da Psiulândia! Fico honrada com a sua participação por aqui. Sinta-se à vontade para outras participações! Imagine uma metrópole onde o Psiulândia não precisaria distribuir tantos psius. Uma cidade onde, na verdade, a Ana teria que inventar outro assunto para blogar. Por tudo que vi (embora infelizmente tenha visto pouco) Tóquio se encaixa perfeitamente nessa categoria.  No começo, eu não estava entendendo do que sentia ...

Pobre Tiradentes!

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Como prometi no post anterior, chegamos à segunda questão. Começo dizendo que eu tenho adoração pelas cidades históricas de Minas, principalmente por Ouro Preto, cidade que me deixa sempre emocionada. Mal começo a enxergar o Itacolomi no horizonte e já fico com os olhos cheios d'água. Ando pelas ruas imaginando tudo o que se passou por lá, olho para as casas e penso no que aquelas paredes centenárias testemunharam, enfim, sou constantemente assombrada pelos fantasmas dos séculos passados que certamente rondam por aquelas ruas. Enquanto estava lá emocionada, andando pelas ruas, encontrei, com muita frequência, carros com aqueles sons potentes, tocando música ruim em volume tão alto que ninguém consegue mais pensar em nada! Em Mariana, inclusive, no domingo, a apresentação de música barroca com violino acompanhando o maravilhoso órgão Arp Schnitger da Sé teve de ser suspensa por alguns minutos, enquanto passava pela rua um desses chatos ambulantes. Fiquei até pensando se a vibração p...

Vovó viu a vuvuzela.

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Já começo avisando: eu não gosto de futebol. Não tenho um time preferido e praticamente me obrigo a ver os jogos do Brasil na Copa. Geralmente enquanto faço alguma outra coisa pra me distrair do tédio que aqueles 90 minutos me causam. Não deixo de assistir porque também não quero ficar de fora dos papos e noticiários, que em época de Copa só versam sobre esse tema. Agora em 2010, a reboque das conversas e notícias, surgiu a palavra "vuvuzela", que eu nunca tinha ouvido antes. Lá fui eu em busca de informações, portanto! Descobri graças ao Google que se trata de uma corneta usada na África do Sul, durante os jogos de futebol. Até aí, nada de novo. As novidades preocupantes apareceram depois, quando achei algumas notícias relacionadas ao volume do ruído de uma vuvuzela: 114 decibéis. Tocando simultaneamente, chegam a 127 decibéis. Muito mais do que um helicóptero decolando (98 decibéis), do que o trânsito infernal de São Paulo (média de 80 decibéis na Marginal do Tietê). Tamb...

Psiu na estrada!

Em 2008 estive em Portugal e, viajando por lá, percebi, em alguns trechos das estradas, placas que isolavam a pista do resto do cenário. Em alguns trechos elas eram transparentes, então dava pra ver as aldeias ao lado. Em outros pontos, tiravam completamente a visão dos arredores. Achei estranho e lamentei, porque uma das coisas boas de viajar é poder ir olhando a paisagem passando na janela, e as placas impediam isso. Não cheguei a descobrir para que serviam as placas até bem recentemente, quando soube que eram isolantes acústicos, para que o barulho dos veículos na estrada não tirassem o sossego dos moradores das aldeias muito próximas da pista. Ou seja, super civilizado! Achei o máximo! Lembrei disso quando recebi, há alguns dias, um recado da @Paola_Ferro repassando o link de uma matéria da Folha de São Paulo sobre um revestimento que o asfalto do trecho oeste do Rodoanel vai receber para diminuir o barulho causado pelo atrito dos pneus! Diz o texto (que pode ser lido na íntegra a...

Amigos secretos porém públicos!

Chega dezembro e é batata: nenhum restaurante, bar, lanchonete fica livre da tão famigerada confraternização dos funcionários da empresa! Ontem estive num lugar desses e, para mim, foi como estar na ante-sala do inferno... Quando cheguei, a música no ambiente já estava alta. Minha pequena mesa (éramos apenas 2 pessoas com fome) situava-se entre duas longas mesas, cada uma delas reunindo um grupo grande de colegas de trabalho, comemorando o fim do ano, bebendo, comendo e disparando flashes. Se fosse só isso, já era muito. Mas aí começaram a distribuição de presentes do amigo secreto e tudo piorou. Todo mundo falando alto, gargalhando, gritando e depois batendo palmas. E todos os outros clientes do restaurante sabendo quem era o amigo secreto de quem, o que cada um tinha ganhado de presente e eventualmente servindo de paisagem de fundo nas fotos, com os olhos já cegos de tantos flashes! Será possível que todo ano a gente tenha de passar o mês de dezembro tentando fugir das festinhas de c...

Calçada da lama

Um post rápido, só pra manifestar minha solidariedade com o pessoal do bairro de Santa Cecília, que está na luta para manter sua vizinhança mais silenciosa. O caso é que Lilian Gonçalves, conhecida empresária da noite paulistana e amiga de poderosos, está querendo ampliar sua área de atuação no bairro, sempre no ramo de casas noturnas. Ela parece nem se importar de fazer isso próximo de onde está localizada a Santa Casa de Misericórdia. Dá pra imaginar a alegria dos doentes, com autorização do Psiu para que as casas noturnas funcionem até uma da manhã? Os moradores estão se organizando e fizeram um blog chamado Calçada da lama para dar visibilidade à sua luta. No blog dá pra conhecer melhor o tamanho da complicação. Não custa fazer uma visita e dar apoio à causa! Toda solidariedade aqui da Psiulândia!

Barulhinho ruim!

Um dia desses fui a um pocket-show na Fnac, em São Paulo, na Avenida Paulista. Pra quem não conhece o espaço, o palco - meio improvisado - fica ao lado do café que tem lá no andar superior. E aí começam os problemas... O tal café tem um sistema de atendimento por senhas numéricas. E a maneira que eles encontraram para chamar a atenção dos presentes para o anúncio de um número é um sonzinho eletrônico feito de 3 notas desencontradas. Sei que não é exclusividade daquele café ter esse irritante sistema de alerta de senha, mas naquele dia o tal barulhinho de três notas incomodou todo mundo que estava assistindo ao show - inclusive o próprio artista, que se irritou com aquela interferência indesejada. Daí fiquei pensando como o nosso mundo é cheio de estímulos sonoros, uma verdadeira balbúrdia. Parece que tudo neste mundo tem de ser avisado através de sons: sirenes, apitos, trinados, buzinas, gritos, campainhas... Mesmo em ambientes como, por exemplo, restaurantes, a cozinha comunica aos ga...

Ando meio alarmada...

Eu moro num bairro meio fronteiriço da minha cidade, que mistura casas de padrão médio/alto e barraquinhos de quase favela e favela mesmo. Sim, isso também existe no interior... Talvez por isso, todo mundo que tem uma casinha mais arrumadinha cisma logo de comprar um daqueles alarmes sonoros contra roubo. Resultado: sempre tem algum disparando, sem que ninguém tome qualquer providência! Já tivemos um fim de semana inteiro ouvindo os apitos intermináveis de um deles. Provavelmente era num estabelecimento comercial aqui da vizinhança, e o feliz proprietário só descobriu que infernizou a vida do bairro na segunda-feira de manhã, quando voltou para abrir a lojinha. Vasculhando o Google, tentei achar alguma legislação sobre esse tipo de ocorrência e não encontrei quase nada. A única referência a uma tentativa de regulamentação que eu encontrei foi no blog de um vereador da cidade de Americana, Jonas Santa Rosa , propondo que todos os imóveis com alarmes sonoros tivessem um número de telefon...

Barulho na Globo

No fim das contas, acabei quase perdendo o programa Profissão repórter do dia 21 de abril! Não fosse o lembrete via Twitter que me mandou o amigo Sandro Fortunato (do blog super legal "Sempre algo a dizer" - http://www.sandrofortunato.com.br/ - que eu sigo religiosamente), teria deixado de ver na tv aquilo que ele chamou de "sucursal do inferno". Pra quem assistiu, fica fácil entender a expressão que ele usou: concursos de quem tem o som mais potente nos carros, televisão transmitindo jogo ao vivo nas ruas, com altofalante e torcida e ainda seguido de show de forró comemorativo, moradores de um prédio construído em cima de um viaduto, shows de hard rock com os próprios músicos tocando de tampão no ouvido etc. Enfim, tudo aquilo que acaba com o nosso sossego, exemplos literalmente gritantes dos extremos a que a insanidade humana pode chegar, como o do cara que gasta mais do que ganha por mês para comprar UM altofalante para o carro. Ou o dos pais que deixam a crianç...

Dica desta semana

Um amigo e seguidor deste blog me avisa que barulho é o tema da próxima edição do programa Profissão Repórter, na TV Globo, nesta terça-feira, 21 de abril de 2009. Fui lá na página da Globo conferir, e encontrei esses dados: "Os repórteres Thiago Jock e Caio Cavechinni acompanham um campeonato de som entre carros superequipados no interior de Minas Gerais. Funk na maior altura, confusão com a polícia, muito barulho em volume máximo. Os repórteres Felipe Gutierrez e Mariane Salerno vão ao Rio de Janeiro mostrar como é viver em apartamentos sobre túneis ou na beira de viadutos. Fica difícil gravar as entrevistas enquanto os carros e ônibus passam a metros das janelas dos moradores. Os repórteres Gabriela Lian e Felipe Suhre - o novato da equipe - registram a tensão entre os moradores e os bares de um bairro boêmio de São Paulo, a Vila Madalena. Num único quarteirão, são 10 bares e muitas noites de insônia para os vizinhos. Caco Barcellos registra um momento emocionante: o instante e...

A gente não sabe nunca ao certo onde colocar o desejo...

A frase acima é da música "Pecado original", de Caetano Veloso, e eu acho que ela se aplica perfeitamente ao tema do post de hoje: escapamentos. Quem de nós nunca precisou parar uma conversa porque o som de um escapamento furioso ensurdeceu os que tentavam escutar a voz humana que falava? Embora ônibus e caminhões também às vezes ultrapassem o limite do bom senso sonoro, carros e motos são os principais vilões nessa história. Aliás, os verdadeiros vilões são os donos de carros e motos. Enquanto a indústria procura fazer veículos cada vez mais silenciosos - pelo menos é o que eles dizem - alguns motoristas e motoqueiros parecem nunca se satisfazer em ir de um lugar ao outro sem fazer com que todos saibam que eles estão passando. E aí valem todos os truques que são sobejamente conhecidos dos barulhentos de plantão: eliminar o silenciador, "abrir o escapamento" (seja o que isso for), trocar o escapamento original por um "esportivo" (idem)... O Código de Trâns...

Lugares para colocar o dedo

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Não, não se trata de um post obsceno, o blog não mudou de tema! Trata-se apenas e tão somente de um convite para os motoristas pensarem em coisas mais interessantes para fazer com o dedo, durante um congestionamento, em lugar de usá-lo na buzina do carro. São tantas as opções! E por que será que tanta gente só lembra de ficar buzinando, como se isso fosse fazer sumir todos os carros que estão ali parados? Outro dia, em São Paulo, vi uma fila de carros buzinando bem em frente a um hospital. Procurei e não achei aquela tal placa que sempre havia em frente aos hospitais: Mas mesmo longe dos hospitais, eu sempre me irrito muito com a facilidade com que muitos motoristas usam a buzina. Acho que em alguns casos é puro tique nervoso: o sinal mal abriu e já tem alguém atrás achando que só ele percebeu isso... Motoqueiros (as), então, nem se fala: estão sempre com o dedo ali, apitando pra conseguirem passar entre os carros. Acho que, do jeito que a coisa anda, moto pode não ter freio, mas buzin...

Passado e futuro

A revista Carta Capital do dia 14 de janeiro de 2009 tem uma matéria muito interessante, de Rosane Pavam, intitulada "Sons da solidão". Neste link dá pra ler um pedaço do texto: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3102 Em suma, a matéria traça um interessante histórico de como a cidade de São Paulo pré-industrialização era muito mais silenciosa. O texto de Rosane Pavam fundamenta-se no livro Kaleidosfone , de Nelson Aprobato Filho e afirma: "O barulho cresce desde a belle époque porque os paulistanos estão ausentes da vida comunitária e da experiência do sublime". Além de bem escrito e interessante, o artigo traz ainda ilustrações antigas de São Paulo, muito curiosas e bonitas. Lendo o texto, achei até um trecho que me fez lembrar o post "Ouvido não tem pálpebra", que coloquei aqui logo no início do blog. Vejam se não é mesmo parecido: "Em São Paulo, tudo se ouvia também porque a audição, diz o filósofo Murray Schafer n...

Passado e futuro

A revista Carta Capital do dia 14 de janeiro de 2009 tem uma matéria muito interessante, de Rosane Pavam, intitulada "Sons da solidão". Neste link dá pra ler um pedaço do texto: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3102 Em suma, a matéria traça um interessante histórico de como a cidade de São Paulo pré-industrialização era muito mais silenciosa. O texto de Rosane Pavam fundamenta-se no livro Kaleidosfone , de Nelson Aprobato Filho e afirma: "O barulho cresce desde a belle époque porque os paulistanos estão ausentes da vida comunitária e da experiência do sublime". Além de bem escrito e interessante, o artigo traz ainda ilustrações antigas de São Paulo, muito curiosas e bonitas. Lendo o texto, achei até um trecho que me fez lembrar o post "Ouvido não tem pálpebra", que coloquei aqui logo no início do blog. Vejam se não é mesmo parecido: "Em São Paulo, tudo se ouvia também porque a audição, diz o filósofo Murray Schafer n...

Música ambulante

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Certa vez eu estava em Brasília, comendo uma pizza com amigos, quando começamos a ouvir um ruído que parecia o de trovões. Imediatamente, os alarmes dos carros estacionados em frente à pizzaria começaram a disparar, um a um. Foi uma orquestra de apitos com aquele som grave de fundo. Achamos que era o juízo final e que as nuvens estavam se abrindo para começar o julgamento! Qual o quê! Era apenas um desses carros adaptados com altofalantes poderosos que estava passando por ali. Os sons graves eram tão fortes que produziram uma vibração no ar que os carros estacionados interpretaram como tentativa de arrombamento!!! Calculem então o que aconteceu com os ouvidos de quem estava por perto! Eu sei que andam acontecendo por aí alguns concursos de som automotivo (geralmente nos parques onde também acontecem rodeios... coincidência interessante...), onde aparecem coisas como essas: Dá pra imaginar o volume disso? Mas não é preciso chegar tão longe, é só dar um passeio pelas ruas de qualquer cid...

O som e a fúria do comércio

Eu confesso que às vezes tenho um pouco de saudade do vendedor das pamonhas de Piracicaba... Mas acho que até ele, se soubesse o que viraria essa sua idéia, teria desistido de incorporar um alto-falante ao carro e sair pelas ruas fazendo propaganda do puro creme do milho verde! Eu moro numa cidade do interior de São Paulo, e lá tem trio elétrico, carro de som, moto e até bicicleta com alto-falante! Bicicleta, alguém acredita? Isso mesmo, aquela magrela com uma caixa de som acoplada ao banco do garupa, anunciando pelas ruas alguma liquidação de alguma loja local. Aliás, nessa cidade onde moro tinha até mesmo uma loja de tecidos chamada "Ao barulho"! Parece que o dono se orgulhava da poluição sonora que gerava na cidade com os carros de propaganda... Fechou, parece, o que prova que às vezes minhas pragas pegam... Tenho visto também, em muitas cidades (naquela onde moro, inclusive), lojas que colocam um alto-falante com amplificador na porta, creio que na esperança de com isso a...

Ouvido não tem pálpebra

Sempre pensei que, se é que Deus existe, ele deveria fazer uma rodada de perguntas e respostas no Juízo Final. E eu já teria minha pergunta pronta: por que ouvido não tem pálpebra? Afinal, se estamos diante de uma cena desagradável ou de uma luz muito forte, sempre podemos fechar os olhos. Os ouvidos? Nunca. Eu já fiz essa pergunta pra um monte de gente... Afinal, a orelha poderia ter a função de fechar o nosso ouvido, quando o mundo fizesse muito barulho... É tanta carne sobrando que poderia ser usada pra fechar o ouvido diante de sons muito altos ou desagradáveis. A resposta mais plausível que eu já ouvi foi a de que, em nome de nossa sobrevivência, um de nossos sentidos tem de permanecer sempre alerta, mesmo quando dormimos. Por isso acordamos com ruídos mais altos, para podermos fugir em caso de alguma situação que coloque em risco nossa vida. Tudo bem, é uma explicação razoável. Mas então, já que não tem muito jeito de evitar ruídos desagradáveis, por que é que não cuidamos melh...

Psiu!

Eu sempre imaginei que um dia, quando começasse a envelhecer, perderia aos poucos a audição e os sons do mundo não fariam muito sentido para mim. Pois bem, a velhice começa a chegar e parece que minha audição só fica mais aguçada e sensível a cada dia que passa! O mundo anda muito barulhento pra mim, e eu gostaria muito que houvesse alguma movimentação (que no Brasil, pelo menos, não creio que haja) em favor do silêncio, contra a poluição sonora a que todos estamos o tempo todo expostos. Para dar a minha contribuição, criei este blog. Descanse, caro leitor, aqui você não ouvirá músicas enquanto navega, a não ser que o player do seu computador já estivesse funcionando antes mesmo de você começar a ler estas linhas.