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Tchau, Senshô!

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Eu sempre tenho dificuldade de entender um mundo que ande em linha reta. Deve ser por isso que procuro entender a vida avançando lentamente em espirais. E de vez em quando um círculo se fecha, como se fechou ontem. Foi assim, eu conto. Quando nos falamos pelo Twitter pela primeira vez, em julho de 2011, um oceano nos separava: ele no Brasil e eu na Hungria, em férias. Muita conversa virtual rolou em capítulos de 140 caracteres, com a constatação de muitas afinidades entre a gente. Depois, quando eu já estava de volta ao Brasil, marcamos um jantar, para nos conhecermos pessoalmente. Nunca me esquecerei da sua chegada: aquele homem enorme saltando diante de nós pra se apresentar, com seu sorriso lindo e seus óculos vermelhos. Nessa noite, na mesa no Pasquale, a conversa fluiu fácil entre nós seis. A gente já se conhecia e ao mesmo tempo estava se conhecendo naquela hora. Coisas da internet, que já trouxe tantas pessoas legais para a minha vida. Continuamos nossa convivência cotidiana no ...

Tchau, Senshô!

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Eu sempre tenho dificuldade de entender um mundo que ande em linha reta. Deve ser por isso que procuro entender a vida avançando lentamente em espirais. E de vez em quando um círculo se fecha, como se fechou ontem. Foi assim, eu conto. Quando nos falamos pelo Twitter pela primeira vez, em julho de 2011, um oceano nos separava: ele no Brasil e eu na Hungria, em férias. Muita conversa virtual rolou em capítulos de 140 caracteres, com a constatação de muitas afinidades entre a gente. Depois, quando eu já estava de volta ao Brasil, marcamos um jantar, para nos conhecermos pessoalmente. Nunca me esquecerei da sua chegada: aquele homem enorme saltando diante de nós pra se apresentar, com seu sorriso lindo e seus óculos vermelhos. Nessa noite, na mesa no Pasquale, a conversa fluiu fácil entre nós seis. A gente já se conhecia e ao mesmo tempo estava se conhecendo naquela hora. Coisas da internet, que já trouxe tantas pessoas legais para a minha vida. Continuamos nossa convivência cotidi...

Bichos

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Santos é uma cidade grande, bastante urbanizada aqui por esses lados onde vivo. Por isso foi uma grande surpresa, para mim, quando, de repente, vejo algo se mexendo no mar, bem em frente ao meu prédio: era uma tartaruga marinha. De lá pra cá, quase todos os dias vejo uma ou duas nadando em torno do obelisco ao Infante Dom Henrique aqui em frente: Peço desculpas pela qualidade ruim da foto, mas foi tirada aqui do meu apartamento, então... Mas dá pra ver que são duas, e que estão  próximas ao monumento, não é? Aqui tem mais uma foto, que tentei melhorar um pouco no computador, com meus parcos conhecimentos de edição de fotos: Eu adoro vê-las aparecer de repente pra respirar e depois mergulhar de novo. É um privilégio ter vizinhas tão simpáticas!

Do meu ponto de vista

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Morar aqui na Ponta da Praia traz uma série de privilégios. O mar está pertinho, e às vezes tem-se a impressão de que o prédio está dentro do mar. Eu sempre amei um quadro de um pintor americano chamado Edward Hopper. A tela se chama "Rooms by the sea". Tive durante anos uma reprodução dela na minha sala, antes de mudar para Santos. O quadro é este: Quando cheguei pela primeira vez no apartamento onde hoje moro, tive a sensação de estar, de alguma maneira, dentro do quadro. E para conferir, fiz esta montagem, usando uma foto que tirei naquela ocasião: Dá pra ver como são parecidos? Dessas coincidências que não tem como explicar. Hoje não tenho mais a reprodução do quadro na minha parede, mas é como se eu vivesse pra sempre dentro dele.

Edifício Enseada

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Logo no começo das minhas buscas por um apartamento em Santos, passei em frente ao Edifício Enseada e pensei: era aqui que eu queria morar. O prédio foi projetado por Artacho Jurado, o construtor responsável por alguns dos meus edifícios preferidos de São Paulo. Ao ver essa entrada aí abaixo, logo reconheci o estilo e me apaixonei:   O que eu não sabia, até então, era que esse prédio tinha apartamentos pequenos como o que eu procurava. Olhando de fora, achei que fossem todos grandes. Quando finalmente apareceu a oportunidade de comprar o apartamento onde moro hoje, fiquei muito, mas muito feliz. E desde o final de 2011 é esse o meu endereço. Não posso dizer que não haja problemas, como há em todos os prédios mais antigos. Mas eu adoro morar aqui. E poder desfrutar dessa vista maravilhosa todos os dias:  

Virando

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Neste último final de semana aconteceu a Virada Cultural em São Paulo. Agora, já que tem muita gente falando bem e mal do que aconteceu lá, me achei no direito de dizer como foi a nossa experiência. Com fotos. Começamos pelo sábado à noite, na Paulista: Mais exatamente, na Casa das Rosas, onde Monica Salmaso cantava lindamente (embora com som num volume insuficiente para a quantidade de público), com André Mehmari ao piano: Dali, depois de uma passadinha no Astor pra comemorar o aniversário de uma amiga querida, fomos para o palco da Barão de Limeira, ver Rita Benneditto mandar muito bem e ajudar a matar a saudade que a gente estava de ouvi-la cantar: Depois de um show tão lindo, voltamos pra casa, pra repor as energias para o dia seguinte. Demos uma passadinha pela Avenida São Luiz, e aproveitamos para comer um arroz de pato na barraca dos Bertolazzi. Carmem adorou: Depois demos umas voltas ali pelo centro, aproveitando pra prestar atenção nas coisas lindas e horríveis da cidade que a...

Virando

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Neste último final de semana aconteceu a Virada Cultural em São Paulo. Agora, já que tem muita gente falando bem e mal do que aconteceu lá, me achei no direito de dizer como foi a nossa experiência. Com fotos. Começamos pelo sábado à noite, na Paulista: Mais exatamente, na Casa das Rosas, onde Monica Salmaso cantava lindamente (embora com som num volume insuficiente para a quantidade de público), com André Mehmari ao piano: Dali, depois de uma passadinha no Astor pra comemorar o aniversário de uma amiga querida, fomos para o palco da Barão de Limeira, ver Rita Benneditto mandar muito bem e ajudar a matar a saudade que a gente estava de ouvi-la cantar: Depois de um show tão lindo, voltamos pra casa, pra repor as energias para o dia seguinte. Demos uma passadinha pela Avenida São Luiz, e aproveitamos para comer um arroz de pato na barraca dos Bertolazzi. Carmem adorou: Depois demos umas voltas ali pelo centro, aproveitando pra prestar atenção nas coisas lindas e hor...